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sábado, janeiro 24, 2004


Confesso, caros amigos, que corroboro inteiramente com o editorial de José António Saraiva

no semanário Expresso de hoje.
E, gostei, mais ainda, porque não sugere nem acusa. Com um simples senão: o título.
O título que vem de parte do texto infere de pecado. Ser português não é nada perigoso. Em absoluto. Eu penso que, e através dos meus estudos em história, presentemente é mais actual dizer-se que este cantinho que não é nada um jardim à beira-mar plantado, é uma mancha, sim, uma autêntica mancha no pano branco que é a Península Ibérica. E quanto aos benefícios que este país teria se fosse uma região autónoma de Espanha nem adianto para não dizerem que estou a gastar inutilmente o meu veneno, quando o poderei fazer noutras alturas mais próprias.
Vejamos e ouçamos os federalistas; Mário Soares, por exemplo, que, além de ser federalista europeu é também um iberista. Diria que é um iberista pela diferença. Só que no mundo globalizado com é o nosso, não se poder ser iberista pela diferença mas sim pela unidade de consensos. Depois há aqui outro problema. Consenso? Pura ilusão. O consenso que tem havido entre Lisboa e Madrid é a ditadura de Moncloa. Só se faz em Portugal o que a Espanha quer ou quiser.
E por aí adiante.

Ser português é ser perigoso? Já não há batalhas de Toro, nem Aljubarrota, nem Conquistas, nem Império.

O que falta, caros amigos, é uma Fábrica de Ideias.

Aí vai mais um fio do meu poemário.



a palavra suspensa
arde breve
enquanto a casa acesa

ilumina na combustão dos dias
a frase interrompida
no princípio da infância

o meu pai colhe musgos
à sombra de um sorriso.


josé félix






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