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terça-feira, janeiro 20, 2004



Espero bem chegar ao fim do texto que pretendo escrever. É que tenho tido problemas com o meu servidor de Internet e, de vez em quando, vai para o sossego e deixa-me fora de serviço.

Mas com esses problemas de ligação à Internet passo bem. Já não passo bem com a falta de esclarecimento e a suprema soberba do servidor Terravista que, sem pedir mercê desliga o FTP (File Transfer Protocol) para que se possa fazer a descarga de ficheiros e poder-se, assim, actualizar as notícias e secções respectivas da página.
A página em questão é Encontro de Escritas, uma página que se dedica à divulgação da língua portuguesa com poemas, contos, ensaio, crítica e análise literária.

Estou naquele servidor desde 1999 e o serviço tem vindo a piorar, seja ele o Trravista.pt seja ele o serviço Setemares.pt. Há já 15 dias que não obtenho qualquer resposta às mensagens enviadas por correio electrónico.

Assim sendo, vou emigrar. Vou para os Estados Unidos onde me acolheram muito bem, de uma forma neo liberal, não capitalista porque não paguei um único centavo e deram-me condições de trabalho excelentes: 50 Mg de espaço em disco, várias caixas de correio, um programa informático para transferência de ficheiros e, ainda, um editor de linguagem html wysiwyg.

Depois aparece uma Bonina do Capo ou um Sapo do Amazonas (o tal Aru das palavras cruzadas) dizendo-me que estou de mal com a vida.

Será? Estou?

Vou recolher-me à Teia antes que sinta um aperto na garganta do meu próprio veneno. Antes, porém, deixo aqui um soneto com estrambote para os amigos e inimigos.


Vens, linda Clóris, pousas os teus dedos
nos lábios francos onde a água filtra
o canto do murmúrio que soletra
a margem, sombra lenta dos segredos.

Descubro no teu corpo o gineceu,
o molde, muito e vário, construído
na flor da mão. Em Pilos, perseguido,
no olhar ilhado e puro de Neleu

aguardo a pomba branca com ambrósia,
o voo rasante da ave, a Fantasia,
Aurora, a fonte viva das idades.

A franca nau caminha de alegria
no vento Zéfiro onde a água alia
o remo, o leme, a proa contra Hades.

Embora minta certas realidades
eu não sou tecelão de falsidades.


José Félix
inédito / 2004




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