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sexta-feira, janeiro 23, 2004



Já viram uma aranha sempre à caça? Não! Ora, o que a aranha faz é ficar à espera, na sua Teia, que algum insecto mais afoito se atreva a tocar nos fios de seda e se enrede de vez para que lhe possa dar a ferroada final.

Na Terça-feira houve um programa feito pelo Júlio Isidro sobre o José Carlos Ary dos Santos. Confesso, o meu veneno, que esperava muito mais de um programa feito pelo Canal 1, público, da RTP. Falou-se de tudo, menos do que ao telespectador interessava: a poesia de Ary dos Santos. O que se viu ali foi um panegírico dos «amigos» do poeta, em vida, e nada mais. Deu Tordo e outros pássaros. Ary dos Santos, mais do que um poeta de canções, escreveu poemas de qualidade literária que deveriam ser estudados nas Universidades e nas escolas, em vez de outros poetas, não digo menores, que figuram nos livros de estudo. Nem a crítica atempada feita por José Jorge Letria e o Joaquim Pessoa fez rodear o programa pré-feito. Pré-feito, não perfeito, por omissão de informar e formar os espectadores de televisão.
Ora, não se estuda o Ary dos Santos, porquê? Eu não tenho qualquer tipo de problema em assinalar tal falta, pois dou ferroadas tanto à esquerda como à direita, conforme apraz a auma aranha que tem por seu habitat uma Teia com todo o espaço político por universo.

Até lá, fico-me por este veneno e mais uns fios de teia.



há pássaros

há pássaros na copa da árvore

percebo o ponto exacto
do silêncio das nuvens
.(1)

as asas brincam nos olhos meninos
na cegueira de tanta luz.

há pássaros nos lábios
quando a sombra regressa

à axila da tarde.

josé félix

(1) Hoje o Luar, um poema de José Gomes Ferreira.


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