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domingo, fevereiro 01, 2004



Começo este primeiro dia de Fevereiro com duas considerações: o terrorismo e o fundamentalismo islâmico.

Não vou entrar em propósitos político-filosóficos. O que tenho a dizer em relação aos homens e às mulheres que prendem bombas na cintura e as fazem rebentar em locais públicos de grande concentração de pessoas, nos restaurantes, edifícios de muito movimento e nos autocarros em Israel ou no Iraque, não são suicidas. São homicidas, assassinos, e como tal deverão ser tratados. Porquê? Muito simples. O único propósito que os move não é o sucídio, mas sim o assassinio em massa movido pelo ódio a gente que não tem culpa nenhuma e, muitas vezes, são compatriotas dos homicidas; crianças das escolas, homens e mulheres de trabalho que se servem dos transportes públicos para chegarem aos empregos ou distrairem-se nos restaurantes e bares nocturnos das cidades.
Já é tempo de deixar esse «complexo de esquerda» que varre o continente europeu e começarmos a chamar as coisas pelos verdadeiros nomes.
Digo isto porque não me move qualquer intenção polítuica. Estou na posição cómoda de atacar à esquerda, ao centro e á direita. Não voto, não encontro qualquer sentido no voto e causa-me asco votar num indivíduo ou num grupo de indivíduos que depois me vai calcar o pescoço com os impostos, o aumento dos transportes e do pão; que me afoga em papéis nos institutos públicos, que me chama parvo nos noticiários televisivos e mentecapto nos títulos dos jornais que não têm nada a ver com o miolo da notícia.

Morreram cerca de 250 pessoas perto da cidade Meca. Só o fundamentalismo consegue trasnsformar os peregrinos em mártires da fé. É a segunda vez que isto acontece e acontecerá uma terceira vez. O fundamentalismo vive das grandes desgraças para se propagar e alimentar a turba psicótica que quer encontrar-se com as setenta e tal virgens.

Israel, claro, não é isento de culpa. Não teve, ainda, a clarividência necessária para ceder em termos de colonatos e de uma política dura para fazer prevalecer os seus intentos. Quer queiram quer não, judeus e palestinos estão condenados a viver juntos. Não sabem é quando.

No meio disto tudo, para aqueles que são mais acirrados e ainda têm bem vincado o complexo de esquerda, só lhes digo uma coisa: no Médio Oriente, Israel é o único país com uma democracia. O único que não é árabe.

É mais um veneno que atiro para a minha teia.

Deixo-vos aqui um soneto inglês. Um poema de amar, não um poema de amor.


acolho-me

acolho-me ao lençol do teu cabelo
no amor pedido do teu rosto ilúcido
e entrego-me à irisada luz que zela
os lábios na sombria flor cedida.
a sépala descobre o centro dela
uma a uma dá o corpo à descoberta
na liturgia dos sentidos dados
à reza na capela como oferta.
cavalgo na palavra que me dás
alado nos pequenos montes eros
percorro os sons cativos dos teus ais
aromas luzes são momentos raros.
       passeando pela flor acesa o fogo
       centelha a cada pétala que apago.



José Félix



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