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terça-feira, fevereiro 10, 2004


Da natureza e da condição humana

Às vezes encosto-me aqui, no canto mais escuro da despensa e não sei de que falar. Bom, saber, sei, só que os resquícios de constrangimento burguês mo impede de fazer.

Há homens e mulheres ligados à escrita que ganham muito dinheiro com a venda dos livros. Claro. Mas vejamos da qualidade deles. Não raro se escreve sobre aqueles que fazem da escrita um comércio desenfreado com o apoio das instituições oficiais do estado, porque também ligados ao poder, com o apoio das editoras e até com o beneplácito de alguns institutos e/ou associações de escritores.

Ora, tudo aquilo que eu disse atrás é apenas o preâmbulo de outra coisa, não diria, grave, mas que pode fazer pensar algumas cabecinhas tolas, se é que os tolos ainda têm essa capacidade: pensar.

Sabemos que há muita gente a escrever neste País. Sabemos que há muitos poetas. Sabemos que há alguns muito bons. Como o disse o meu amigo Gonçalo B. Sousa, todos podem conviver na escrita, como todos podem frequentar o conservatório de piano. Nem todos eles serão grandes pianistas, assim como nem todos aqueles que têm o gosto pela escrita serão futuros Prémio Nobel.

Ao organizar um opúsculo com uma vintena de autores é tão só para a divulgação da escrita, e nunca o benefício do lucro. Porquê? Porque é impossível haver lucro fiduciário para uma única pessoa num sistema cooperativo.

Isto que fique bem claro para os menos lúcidos.

maresias crepúsculos
abraçam os amantes das margens submersas.
no fogo das águas um beijo
é um navio
no astrolábio do sonho.

o leme segue o lume das estrelas

poema inédito José Félix


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