<$BlogRSDUrl$>

sexta-feira, fevereiro 06, 2004


Enquanto a Teia vai durando, e nenhuma vassourada a transforma numa quantidade de fios enredados como se fosse um novelo de Ariadne, vou passeando por aqui, na minha Cnossos, qual Teseu procurando uma saída, uma justificação simples. Apesar de ter uma tendência borgeana para o entendimento das coisas, depois de Procustres acabarei por derrotar o Minotauro. Não serei como o estúpido arquitecto Dédalus. Então, já se viu um arquitecto que constrói um palácio labiríntico e não consegue sair dele, depois? Não! Eu saio labirínticamente, levo a Ariadne, os fios de teia e tudo, e relâmpagos me queimem se eu deixo Baco apoderar-se da minha mais formosa.
Vamos depois viver para Naxos como dois nababos, um pequinois na trela a lamber-me o peito e as costas, saboreando o sol mediterrânico.
Baco morrerá de amor, eu sei, porque colocou a coroa da minha amada no céu como o prova a Coroa Boreal (corona borealis).

tarde de turner

uma tarde de turner é questão
de estética contemplativa

as aduelas da casa sobressaem
à iluminação do sol

um morcego repousa no mamoeiro
o anúncio de uma sombra no quintal

há sangue e agonia no vasto lume
da tarde incendiada


José Félix
inédito 2004



| |

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

AddMe.com, Search Engine Optimization and Submission Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com






br>


referer referrer referers referrers http_referer