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sábado, maio 22, 2004



Somos todos espanhóis e não sabíamos

De repente, não mais que de repente - parafraseando Vinícius de Moraes -,somos todos espanhóis.
Dizia-se, já não se diz, que de Espanha nem bom vento nem bom casamento mas, pelo visto nestes últimos dias nos mass maedia, vêm bons ventos (a fruta boa, as máquinas, os programas de TV, os Bancos, os rios, os médicos, os enfermeiros nos hospitais estatais ou nos hospitais S.A.)e, claro, o casamento de Felipe de Borbón e Letizia Ortiz.


Já se sabe, através do conhecimento da história, que desde D. Afonso Henriques, salvo raríssimas excepções, os reis de Portugal e Espanha são primos. A confirmar isso está a dedicatória que D. Duarte Pio de Bragança e Helena de Herédia, os reis de Portugal, embora não reconhecidos pela República, claro, colocaram nas bomboneiras oferecidas ao casal nubente: "aos primos Letizia e Felipe".

Até aqui, tudo muito bem. A partir daqui, tudo muito mal.

Então, uma televisão pública como o Canal Um da RTP que deve fazer um serviço público de televisão não devia ter mais cuidado e não desperdiçar o tempo pago pelos milhões de contribuintes com estas ninharias casamenteiras de príncipes? Não há coisas muito mais interessantes neste país, embora dominado, de facto, economicamente, pela Espanha?

Não bastaria dar uma notícia do casamento, um pequeno hitorial dos nubentes e, ponto final?

É preciso toda a parafernália da comunicação social ajoelhar-se perante o rei de Espanha, e prestar-lhe vassalagem deste modo?

Somos espanhóis e não sabíamos.
Eu confesso a minha ignorância.

passagem


uma nuvem descansa no teu corpo.
o pêssego de polpa rosa, aberto,
contém a mão no princípio do gesto.

o sol é uma cegueira de passagem.

josé félix



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