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domingo, julho 11, 2004



O meu veneno

Há muito tempo que deixei de ter amigos indefectíveis. Dou-me por feliz por não ter nenhum, o que me poupa tempo e não naufrago,de certeza, no mar da traição que é o que mais custa a suportar, creio. Lembro ainda dos últimos «amigos» que me teceram loas, em público, - público, entenda-se mais de uma centena de pessoas, em listas de discussão poética, e também num público alargado aquando de uma apresentação de um livro de poemas -,e depois queriam que eu pedisse autorização para colocar o que disseram em público, nas badanas de um livro de poemas.
O leitor deste blogue pense o que quiser e entender. Seguramente, foram eles os meus últimos «amigos», e agradeço-lhes o terem feito com que eu ficasse com uma visão mais restrita da amizade.

o silêncio branco

no equilíbrio dos inocentes
a flor dos dedos
acaricia a casa o pó da casa

brinco sorrisos
no pêndulo do vento
e as portas entreabertas dão notícia
de distâncias cumpridas

o esqueleto da lagartixa fere
como o silêncio branco da parede.

josé félix
inédito in "a casa submersa"


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