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domingo, julho 04, 2004



O meu veneno

O país não existe.
Endeusa-se o jogador de futebol, e a ida do Dr. Durão Barroso para Bruxelas, não tendo, ainda, partido, já é uma coisa do passado. São os sinais dos tempos, os tempos modernos. Não os tempos modernos de Charlie Chaplin, mas os tempos do fast food, do , do agora.
O país, após o Euro 2004, vai ficar mais deprimido, ao contrário de muitas vozes que disseram que se Portugal ganhar o Euro vai fazer bem à auto-estima dos portugueses. Absolutamente o contrário. A pequenez, a mesquinhice, a sacanagem, o provincianismo, continuarão a fazer parte da sociedade portuguesa por seculum seculorum

a última viagem

a manhã é
a adolescência adormecida nos
meus dedos acoitados sob a pele

há um azul de criança no desenho
e uma alegria a soletrar vogais
nos pampos de videira

um verão novo se ergue após o frio
e a tempestade do discurso intenso
onde se lembra a nomeação das árvores
e de outros frutos esquecidos na

ponta duma raiz que em vão procura
a seiva elaborada nos naufrágios
do subterrâneo de um porão fictício
de um barco navegando a última viagem.

josé félix
inédito in "a casa submersa"



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