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quarta-feira, novembro 24, 2004

O meu veneno

A Swatch é, todos sabem, uma empresa sem rosto, ou seja, o rosto é um relógio simples, com um design apelativo, principalmente para as camadas mais jovens.
A Swatch, através de um executivo português, arranjou uma forma de vender muito mais ,através de publicidade barata: o projecto Gil, de entre muitos que agora polulam por esse mundo fora.
É verdade que só os ricos podem praticar a solidariedade, este termo muito vago e pouco consistente nos resultados. Não se fala dos míseros €uros que o pobre deposita nas inúmeras contas bancárias publicitadas nas televisões, nas emissoras de rádio e nos jornais; fala-se no Sr. Fulano da empresa tal, na empresa disto e daquilo, que deu determinado montante (com descontos muito grandes nos impostos que chegam a rondar os 140%) para minorar a exclusão de alguns cidadãos deste país.
O pobre, com a sua formação judaico-cristã, resignada, dá o miserável €uro para a conquista de um bocado do céu.

A Swatch vai fazendo a sua propagandazinha barata e vai vendendo cada vez mais à custa da pretensa solidariedade para com os outros.

Eu sou lúcido.




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domingo, novembro 21, 2004

O meu veneno

A memória

De há uns anos a esta parte tem-se verificado por parte dos mass maedia um esquecimento propositado do que se passou na noite de 9 para 10 de Novembro de 1938: a célebre KristallNacht, Noite de Crsital.; as primeiras grandes perseguições de judeus na Alemanha, Áustria e no país dos sudetas. Foram destruídas 200 sinagogas, 7500 lojas de judeus foram roubadas, e 30.000 judeus homens foram levados para os campos de concentração em Dachau, Buchenwald e Sachsenhalsen.

O complexo de Esquerda que persegue os dirigentes e políticos da Europa caduca, cega-os a tal ponto de compararem o Holocausto à separação ou apartheid na África do Sul e à guerra que opõe israelitas e palestinianos. O desconhecimento da história e um nítido alinhamento plítico a favor dos assassinatos de pessoas civis por fanáticos religiosos encapuzados e cintados com bombas retira-lhes o discernimento e a capacidade de análise; ou então, o medo de sentirem na sua própria casa o desejo daqueles que querem ir para o paraíso ao encontro das 77 virgens.

Vale a pena ler a Cronologia do Holocausto para perceber como é que se passaram muitas coisas naquele tempo, desde 1933 a 9 de Setembro de 1945. E não acreditem que o Holocausto foi uma farsa, como pretendem alguns grupos de esquerda, nomeadamente alguns meninos do partido Bloco de Esquerda, em Portugal. Aconteceu mesmo. Leiam a história.

Não me anima qualquer tipo de ódio ou despeito para com o povo árabe, de quem sempre fui e sou admirador, da sua cultura, do que deram ao mundo ocidental, de tecnologia marítima, agrícola e outros conhecimentos como as matemáticas, a Astrologia.
Digo contra, isso sim, todas as formas de homicídio escudando-se numa pretensa guerra de libertação (foram os judeus quem primeiro pegou em armas para lutar pela Palestina, primeiro contra os Otomanos e depois contra a administração britânica com a criação da Haganah que deu origem ao futuro exército de Israel) cujos mentores enveredaram pelo terrorismo internacional depois de iniciarem uma guerra sem tréguas contra a existência de um estado judaico. São esses que ganham o Prémio Nobel da Paz com as mãos manchadas de sangue inocente.

Heth (1)

Jerusalém despida,
a prostituta que serve e suspira

é desprezada pelos que a honram
com as mãos lúbricas
e públicas carícias.

Abre as coxas cidade instável!
Que o aloendro arome e o mel escorra
em todos os que te tocam.

Jacob Kruz

(1)Letra do alfabeto hebraico. Todas as letras, em hebraico, têm um significado.



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sexta-feira, novembro 19, 2004

O meu veneno

Ainda assim deixo aqui uma dedicácia, lembrando Jorge de Sena:

fogo fátuo

acendem estertores iluminados
na podridão dos ossos pulverinos
arqueando luzes cheias de veneno
em vozes mansas tidas de meninos.
a chama ondeia falsa e insinua;
crepita a verve dúbia do idílico.
sem alimento o fogo não aquece,
ouve-se longe o eco a voz do tísico.
enquanto a fátua chama lá fenece
o lume brando vivo mais aquece.

josé félix




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O meu veneno

A Aranhiça está a começar a ficar tonta na minha teia. Enredou-se de tal modo, que não há movimento que lhe baste para sair da minha seda. Já comecei a tecê-la com os meus fios finos, e estou prestes a espetar.-lhe o meu pico no seu ventre onde lhe assinalarei a marca da morte.

Apetece-me transcrever, com a devida vénia, claro, uma frase de Stefan Zweig: "quão belo é o mundo, que consegue criar imbecis deste calibre!".

A dita Aranhiça - já ponho as minhas dúvidas se é fêmea; eu penso que é hermafrodita -, anda tão tonta, que escreve os comentários em qualquer sítio, como aquelas mariposas de "ferro de engomar" que se deitam em qualquer capim para satisfazer os desejos cárneos dos chulos e dos proxenetas.
Diz que eu sou um judeu sionista e que quero 3 árabes por cada judeu morto pelos nazis. É ela/ele, o bicho hermafrodita(?) quem o diz. Nunca disse nada contra um árabe, nem contra qualquer cidadão nacional de outro país. Não sou a favor de ninguém, o que me dá o direito de emitir e/ou omitir a minha opinião. Teço os meus comentários apátridas, apátrida que sou. Esse ser hermafrodita pensa que eu sou o seu caracol, mas não sou. Tenho nojo das «lâminas de barbear»; cortam dos dois lados.

A seguir transcrevo, ipsis verbis o que o ser ignoto diz acerca do que eu escrevo, e mais ainda.:
-"Você junta as palavras mais lindas só para você? É um egoistão. Devia deixar algo para os outros. Andei passeando pela teia e vi coisas q nem as moscas querem ver. E O Q ME DÁ MAIS GOZO É ESSE SEU LINK. Um pergunta: você se julgaria um baita de um talento se o linkassem para a historia da literatura israelita ou para a portuguesa?"

Eu não me inmportaria nada que ligassem o meu nome (não gosto de estrangeirismos, e quando os utilizo assinalo-os como é dever) para a história da literatura israelita ou para a história da literatura de qualquer país, pois para a história da Literatura Portuguesa já estou e como membro da Associação Portuguesa de Escritores. A Aranhiça é que, só, talvez pudesse ser ligada para a história da palavra mínima das mensagens SMS, com a utilização estúpida dos «q»; só que o português é tão mau que até aí seria excluida.

Caros amigos da minha Teia, não se afobem com estas criaturas que aparecem e desaparecem como aquela margarida no início do blogue. As boninas do campo são efémeras, apesar de bonitas. As aranhiças, como devem ser seres virtuais, desaparecem com um simples golpe de saliva. A linguagem que ela utiliza não aceita a diferença do outro, e este é sempre um princípio para a má educação.
Morrerá mais cedo do que pensa, enredada no próprio vício. Não vou perder mais tempo com um ser bestial(de bestia, cara Aranhiça).



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terça-feira, novembro 16, 2004

O meu veneno

Às vezes sou visitado por alguns urubús, também algumas aranhas e, claro, por outros bichos que vêm aqui verter o seu veneno, seja por razões psicossomáticas, seja pelas razões as mais estapafúrdias que a natureza enjeitou.
Há a aranha: aranha macho, aranha fêmea; há o aranhiço, o aranhão que é uma aranha muito grande. Aranhiça, confesso que o meu saber não descortinou em qualquer dicionário de língua portuguesa ou de zoologia.

Ora, uma aranhiça - ainda estou patético com esta denominação -, veio fazer-me uma visita após eu ter publicadio um poema meu, dedicado à minha própria pessoa, no dia em que a minha mãezinha me pariu há cinquenta e oito anos: dia 9 de Novembro de 1946.

Faço referência ao discurso poético de uma poetisa angolana, Maria Gomes, onde afirmo que é dos melhores que tenho lido nos últimos tempos, quando hoje se usa a saliva mínima, o fast poetry, o minimalismo na linguagem poética.
Acusa-me de iliteracia, não sabendo, certamente, qual o significado da palavra. Não afirma conhecer o «discurso poético» da autora referida, e ainda tem o desplante de escrever o meu nome, Feliz em vez de Félix.

Pois é, Aranhiça! Discurso, do latim discursu, quer dizer, latu sensu , correr de um lado para o outro; na linguagem poética, chama-se o discurso, a sintaxe particular do poeta. É através da sintaxe que sabemos do estilo de um autor.

Não vou aqui dar uma lição de literatura, pois pagam-me para isso, e muito bem, nas escolas aonde vou. Mas, por favor, recolha-se ao aranhol, viva na aranheira e não use de tacanhêz para emitir uma opinião. Omita-a!!!

Não vou dizer nada acerca da maldade da dita Aranhiça quando diz que os senhores da cruz gamada me encafuaram num gueto sem luz eléctrica e sem jornais. Demonstra má fé, anti-semitismo, sabendo, portanto, da minha qualidade de cidadão judeu. Normalmente, às pessoas deste calibre acontece como aos escorpiões: acabam por morder o próprio espinho e matam-se quando são acossadas.

o outro lado da página

o crepúsculo é o espelho da aurora.
a flor tem um riso simples na gota de água
que permanece na corola aberta ao beijo.

assobios de vento na frágil claridade
lavam os olhos nas pétalas de fogo;
consomem as cinzas do outro lado da página.

josé félix
inédito 16.11.2004




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terça-feira, novembro 09, 2004

O meu veneno

Faço anos. Por que não oferecer-me um poema?

a HAN-SHAN poeta chinês do séc.VII

o rio é longo
às vezes claro outras vezes
só se vê a sombra do peixe

são as escamas dos meus olhos
turvas e límpidas
como um eclipse da lua

longo é o olhar
sobre o comprimento da água

josé félix



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domingo, novembro 07, 2004

O meu veneno


o silêncio

o silêncio, na escrita, pode ser
um maremoto, a onda que cobre a ilha,
o estilete espetado no coração
ou, sei lá, o grito de münch nas várias interpretações.
acima de tudo, é a frase mais completa
sem a construção de lexemas e a sua polissemia.
o silêncio é a ambiguidade do sim e do não,
é a luz dos objectos na sombra esquiva,
é o assobio da noite no eco da solidão.

quantas vezes caminhamos na própria sombra
movimentando-se morta nas paredes brancas,
e nos caminhos iluminados pelo néon das cidades?

páras e a sombra abraça-te. andas e ela caminha
sob e sobre os pés à procura do centro do círculo,
sempre, cada vez mais, longe e fundo no íntimo do pensamento.

a escrita é outro silêncio renovado na ponta da caneta
ou nas teclas do computador que as mãos idosas
enraivecem desesperadamente infantis.

as palavras são a carícia breve de uma dor construída
na letargia da tarde envenenada pelos precipícios,

breve na angústia longa como as construções de deus.

José Félix
inédito 07.11.2004



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O meu veneno

Sensibilidade e bom-senso.

As eleições americanas, ainda as eleições americanas, foram uma lição de individualismo dos E.U.A., não se preocupando com as noções e desejos dos paises europeus e complexados que, ansiando tanto a vitória do opositor da Casa Branca, os fez cegos.
Vejamos:
- Os mass maedia europeus colocavam sempre John Kerry ligeiramente à frente, em perspectiva, de George Bush. Desde Portugal ao Cáucaso que a «norma» era subliminar nos europeus que a administração americana ia, definitivamente, mudar. Bem podiam as sondagens americanas dizer que havia um empate técnico, com ligeira vantagem para Bush. Os europeus é que sabiam o que se passava nos Estado Unidos da América.
Dor de cotovelo e incapacidade dos europeus resolverem os seus próprios problemas, fazem com que a cegueira lhes turve o discernimento.
Bush ganhou com a maior maioria de sempre da história americana e os europeus desculpam-se pela falha de análise, como aconteceu esta semana com o Dr. Mário Soares.

A Europa, velha e carcomida pela burocracia, e sistemas de desenvolvimento inadequados, não consegue tirar os espinhos que se foram cravando ao longo da história. Há problemas no Médio Oriente? Os Estados Unidos estão presentes. Há problemas na Ásia? Os Estados Unidos estão presentes. Há problemas nos Balcãs, coração da Europa? Os Estados Unidos estão presentes.

Até mesmo no Iraque, pese embora a crítica da decisão de «atacar« aquele país, os europeus que não concordaram de início com a atitude bélica americana, os países europeus - França, Alemanha, por exemplo -, já esfregam as mãos, hipocritamente, a pensarem na fatia do bolo que lhes cabe.

Desde a 1ª Grande Guerra que os europeus têm problemas por resolver; os americanos, além da tecnologia, ainda dão o sangue por eles.


É claro que as atitudes dos americanos para com os europeus não os derrime dos seus pecados.




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terça-feira, novembro 02, 2004

O meu veneno

A morte é a única certeza da nossa existência.
Ao homem, poeta e amigo, Armando Leal, associado da lista Escritas, falecido no dia 1 de Novembro, a minha dedicatória in memoriam, com um poema feito após a leitura de Páladas de Alexandria.


Vim nu à terra e nu irei para debaixo dela.
Porque me afadigo em vão, se o fim é a nudez?
Páladas de Alexandria(séc VI-V d.C)




Frágil e despojado vem o primeiro
grito como uma faca que fere o vento,
e o sopro magoado encarcera o corpo
no casulo da seda onde a outra mãe
acaricia o lábio com o silêncio
das mãos, que viram ser a vida precária.
Na vida fatigada, na precisão
do tiro da existência, de rojo andamos
à procura do doce ácido a mel,
numa fome execrável de brilho falso,
onde cobrimos de nudez nossos corpos
na mentira do espelho que em vão irradia
o sol nos rostos simples de admiração.
Será o último grito como o primeiro,
na certeza dos nossos corpos, no início
quentes e com afago de muitos lábios,
e por fim frios, póstumos, magoados?
Tal como este poema, e desgraçadamente
nu, viverá morrendo na eternidade.

José Félix
inédito 01.11.2004



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segunda-feira, novembro 01, 2004

O meu veneno

a matina e a véspera

iluminas a face no assobio da noite
e pã rondeia o caminho, atraído
no próprio canto que verga a ramagem.
fauno e lascivo abraça o tronco fértil
enquanto beijas frontes nítidas
como se fosses uma iluminura
de um livro de um copista monge, e só
da pena de ave viesse o desenho
de um corpo aberto ao ósculo do desejo
aprisionado numa biblioteca
após as orações encomendadas
no subterfúgio do confessionário.

mas quando as flores, de manhã, se abrirem
e o toque das matinas encontrar
no facistol o livro da palavra,
a pronúncia será uma traição
em nomine dei com o rosto do canto
percorrendo na flora dos segredos.

há um relógio de sol que adormece
nas vésperas à hora do oficio divino.

José Félix



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