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segunda-feira, novembro 01, 2004

O meu veneno

a matina e a véspera

iluminas a face no assobio da noite
e pã rondeia o caminho, atraído
no próprio canto que verga a ramagem.
fauno e lascivo abraça o tronco fértil
enquanto beijas frontes nítidas
como se fosses uma iluminura
de um livro de um copista monge, e só
da pena de ave viesse o desenho
de um corpo aberto ao ósculo do desejo
aprisionado numa biblioteca
após as orações encomendadas
no subterfúgio do confessionário.

mas quando as flores, de manhã, se abrirem
e o toque das matinas encontrar
no facistol o livro da palavra,
a pronúncia será uma traição
em nomine dei com o rosto do canto
percorrendo na flora dos segredos.

há um relógio de sol que adormece
nas vésperas à hora do oficio divino.

José Félix



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