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sábado, dezembro 04, 2004

O meu veneno


A alegoria de S. Pedro

Pedro Santana Lopes disse que, dois dias antes do Presidente da República ter-lhe dito que iria iniciar o processo para a dissolussão da Assembleia da República, portanto Segunda-feira, perguntou três vezes e três vezes o Presidente da República lhe garantiu que não iria dissolver a Assembleia. Como S. Pedro em relação a Cristo, aquele negou três vezes que o tivesse visto. O Presidente terá negado três vezes o óbvio. Em política (arte de governar os povos) é um erro de palmatória. Só que, aqui, ficamos à espera da resposta do Sr. Presidente da República, que mais parece das bananas numa ilha qualquer do Pacífico, para sabermos se a alegoria serve ao Pedro ou ao Jorge.

O país era triste. O país está triste. O país continuará triste. E não há circo que lhe valha. A gargalhada cede o lugar à raiva escondida.

não denuncia a pedra o gesto(1)
nem as arestas de um cinzel
que se revela manifesto
nas linhas curvas de rebel.

na luz e na sombra outra pedra
já se insinua forte e lisa
no olhar cativo que não medra
no passo doído que se avisa

tropeça, cai, vem e anuncia
a pedra sobre a pedra na ânsia
de ver o movimento sombra

buscar a luz da voz perdida.
tudo tem que ter a medida
até o buril na pedra romba.

a pedra forte que não tomba
tem uma sombra de medida.

José Félix

(1) Xavier Zarco

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