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sexta-feira, dezembro 31, 2004


O meu veneno

Há um ano inciei este blogue com a certeza de que teria uma duração curta, pensando na proliferação «democrática« deste método de comunicação e discussão. Apesar de o meu pensamento não ter mudado muito desde aquela época, o certo é que a A Teia da Aranha continua a ter amigos indefectíveis, e inimigos de estimação, que fazem o favor, ou não, de visitarem com o seu mel ou o seu veneno bífido e purulento.

Sendo assim, caros amigos, e inimigos, estou pronto para iniciar mais um ano de actividade de comunicação escrita na A Teia de Aranha, e verter o meu veneno sobre todos aqueles que pensam ser os donos do mundo, do pensamento dos outros, dos que pensam ter o conhecimento e o saber como dados adquiridos.

A ignorância cura-se, a estupidez ataca-se com todo o veneno disponível nas glândulas.

NA CONSOA DA MEMÓRIA

No espelho partido
o teu rosto cubista
é um arlequim azul
na modéstia do sorriso.

Acendes com as mãos a casa.
O café é só um paliativo
para trocarmos o leme dos dias

num pedido mútuo
sem explicações.

Ambos saímos sós,
acompanhados um do outro,
bebendo filhos e agruras
numa navegação dupla
para a mesma viagem.

O regresso é o desejo
para regarmos as plantas do jardim;
no pó da mobília
desenharmos os rostos
que aparecem à mesa
para a consoa da memória

José Félix



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