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quarta-feira, dezembro 22, 2004


O meu veneno

Já nada me pasma neste país.
Agora é o escândalo de uma separata que aparece nos jornais diários a explicar, em linguagem corrente, o orçamento geral do estado para o ano de 2005.
Toda a oposição ao Governo em Gestão assim o classificou: escândalo. A palavra escândalo, de origem grega, só quer dizer obstáculo imprevisto. Como tal dê-se o beneplácito ao Governo por ter colocado esta pedra no sapato da Oposição. A Oposição, amorfa, apática, sebastianista, vale-se da (in)evolução semântica da palavra e torna-a (maldito verbo transitivo!) num significado altamente pejorativo. Dizem, então, que o Governo fez a separata com o dinheiro dos contribuintes. Certo. E as eleições, são feitas com que dinheiro? Não é do bolso dos contribuintes? A verba não sai do Orçamento geral do Estado para os partidos gastarem até ao desmazelo o dinheiro dos contribuintes?

O problema, aqui, caros amigos, não é a separata que vem nos jornais. São os votos, são as eleições ,constantes, que esvaziam os bolsos dos contribuintes. E digo mais. Se os Senhores Deputados não tivessem uma reforma vitalícia após duas legislaturas, não havia tantas eleições antecipadas e, por conseguinte, a estabilidade seria muito maior.

Nas próximas eleições legislativas que ninguém vote. O voto é a forma de fazer com que os partidos perdedores governem através do método de Hondt. Abaixo o voto!

Saudações proudhomianas





como um bailado clássico
a espuma da folhagem
reinventa silêncios

em orações de sul.
são tão frágeis os ramos
que a seiva nobre deixa

feridas nas palavras
breves, graves, no tronco
solitário do chão.

dança o tempo no olhar
e o vento chove a água
nas sombras escondidas.

josé félix




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