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domingo, janeiro 23, 2005


O meu veneno

O surto de gripe que entupiu os hospitais centrais do país bateu-me à porta e levou-me à cama durante 3 dias.
A gripe veio demonstrar que os hospitais de Portugal não estão preparados para resolver, técnica e administrativamente, um surto de gripe ou outros problemas de doenças consideradas menores. A gripe mata. Os doentes sabem que a gripe pode matar mas o atendimento de base é tão insuficiente e insipiente que os hospitais recebem o excesso que deveria ser atendido nos postos de saúde dos bairros, das vilas e das cidades.

Agora, a gripe é outra. Vem no seguimento do último texto que coloquei aqui no blogue: dupont e dupond.
Há o país virtual e o país real. É na altura de propaganda eleitoral que se notam mais as diferenças entre o país real e o país virtual.
O país virtual: 450.000 desempregados, deslocalização de empresas, péssimo serviço de saúde, falta de ideia quanto à educação que se quer para os jovens, falta de um programa quanto à cultura.
O país real: Santana pede desculpa por isto, Sócrates pede desculpa por aquilo, Louçã diz que ele é que sabe o que é uma família porque é casado e tem filhos, à boa maneira salazarista (não vai muita distãncia até ao stalinismo), o Jerónimo ainda não sabe nadar, o Portas finge que é um homem de estado. Vai-se ver, nestes dias, quem mais promete e não vai cumprir.

O país já não está de tanga, está completamente nu. Nu e envergonhado com os políticos que temos. Pudera! Com o sistema educativo que temos tido nestes últimos 30 anos, o que é que queriam?

um gesto

esta manhã perdi
um gesto.

nem sequer, dele, a sombra ficou
para que lhe pudesse desenhar
a aura.

José Félix



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