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sexta-feira, março 25, 2005


O meu veneno

Os amigos são como as facas de cozinha: descascam bem a fruta até que, um dia, falham e lambem-nos as mãos e os dedos. Já tive amigos que compartilharam comigo algumas aventuras, outros acompanharam-me em algumas desventuras, e eu agradeci-lhes o ombro desinteressado, pareceu-me, para eu carpir os momentos de libertina loucura.
Sucede que não há melhor amigo que não se torne no mais acintoso, sarcástico, irónico, hipócrita e cínico inimigo. Digo isto porque há inimigos de classe. Há alguns que gosto de os ter por perto, sempre, pois fazem-me um bem que os leitores não imaginam.
Isto vem a propósito de alguns amigos meus que se transformaram em inimigos, não por discordarem das minhas ideias fundamentais, mas sim pela capacidade de querer avançar com projectos diferenciados onde quase todos podem alimentar o artifício da escrita. O projecto Antologia de Escritas já vai no nº 2 e é quase certo que para o ano de 2006 teremos a Antologia de Escritas Nº 3, com maior qualidade literária, não deixando de incentivar os mais jovens para serem publicados ao lado de autores consagrados.
Sei que estes projectos me trazem dissabores. São coisas de somenos importância, pelo gozo que me dão em os fazer com prejuízo do meu pecúlio.
A primeira coisa que me perguntam quando apresento uma obra desta natureza é: quanto é que tu ganhas? Sempre recusaram envolver-se nestes projectos.

Pessach

Deixei os lírios de cedron
sobre a mesa de madeira do Líbano.

Quando chegares,
o teu gesto perfumará a casa,
acenderás as velas do shabat,

e ficarás formosa para mim.

oh, como sinto o sopro do shophar
nos teus lábios de ervas amargas.

Jacob Kruz




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