<$BlogRSDUrl$>

terça-feira, maio 24, 2005


O meu veneno

De repente, caros leitores, descobriu-se, perdão, redescobriu-se o remédio para atacar o défice; ir, ou continuar a ir, aos bolsos vazios da classe média entorpecida e envenenada pelos votos dados nas últimas eleições para o parlamento. Eu, que não voto, proudhomiano convicto, também sinto que mexem no cotão das algibeiras porque, além daquele lixo inevitável ganho pelo tempo, não há mais nada.
É preciso atacar o défice? Vai-se aos bolsos dos pobres. É preciso resolver o problema da desorçamentação do Estado? Vai-se aos bolsos dos pobres, retirando verbas à Saúde, à Educação, à Segurança Social, e aumentando os anos de contribuição ao Estado e a idade para a reforma.

Não se faz a colecta dos impostos atrasados dos clubes de futebol. Não se faz a colecta da taxa para a Segurança Social às empresas devedoras. Não se ataca a fraude fiscal. Não se ataca a economia paralela.

Fácil é ir ao bolso de quem não foge aos impostos.

E continua tudo na mesma, porque este país é um país de burros e de sacanas.


não herdei da pedra
a prontidão do silêncio(1)
apesar da fala ecoar
nas veredas e na ramagem das árvores.

tenho um silêncio de fogo
a centelha nos lábios
os olhos perdoados
em gestos da infância.

da pedra silenciada
crepita a cripta
com que guio a voz
do sonho possível.

também os morcegos
cegos na gruta da noite
voam sombras que se
agarram na parede.

josé félix

(1) mario cezar



| |

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

AddMe.com, Search Engine Optimization and Submission Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com






br>


referer referrer referers referrers http_referer