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domingo, maio 15, 2005


O meu veneno

Hospitais

Na noite passada tive um «problema do coração». Não! Não foi um desgosto de amor. Foi mesmo um problema de descontrolo cardíaco: ora taquicárdico ora baquicárdico. Chamei o INEM a casa e devo dizer com toda a propriedade que a assistência não podia ter sido melhor. A médica e os paramédicos foram todos muito simpáticos. Fizeram o trabalho técnico que é feito em circunstâncias semelhantes. Depois levaram-me numa auto-maca para o Hospital Amadaora-Sintra.
Também aí fui atendido com a presteza que a situação exigia, desde a triagem até ao S.O., Serviço de Observação, onde me ministraram a droga necessária para regular o batimento caríaco e baixar a pressão arterial.

O que não se compreende é que o acompanhante do doente tenha que transportar a marquesa de um lado para o outro, desde a sala onde fazem os electro-cardiogramas, à sala de espera, à sala de consultas, passando pelo meio de outros doentes, batendo nas macas de uns e de outros, porque não estão habituados a tal serviço e, ainda por cima, receber desaforo, de médicos, enfermeiros e auxiliares, por não terem tirado uma carta de condução hospitalar.

Ironia à parte, se for assim em todos os hospitais, sejam E.P. ou S.A. é uma forma ridícula de poupar dinheiro, pois só um doente «profissional» e que se faça acompanhar pela mesma pessoa estará habilitada a proceder com as normas vigentes nas unidades de saúde.

uma possibilidade

há uma possibilidade
de reter o equilíbrio
no limbo de uma folha seca
peneirando o tempo na lucidez
da queda

não há destino
e as moiras só obedecem
ao sopro que vai com as harpias;
fêmeas dóceis ou abutres
que contaminam o pão.

José Félix fácil é o movimento das folhas



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