<$BlogRSDUrl$>

quarta-feira, maio 04, 2005


O meu veneno

O José Alexandre Ramos autor do blogue Que Farei quando tudo arde? foi contaminado pela doença diarística e mantém um espaço de qualidade como já o vinha fazendo em Alternância, onde muitos dos poetas bons e que escrevem na Rede mantinham um diálogo constante com aquele espaço Publicou muitos dos trabalhos como, por exemplo, do falecido no dia 29 de Março deste ano, José António Gonçalves, que foi Presidente da Associação Madeirense de Escritores e membro da Direcção da Associação Portuguesa de Escritores, e muitos outros cujos nomes já começam, também, a despontar em papel.

O José Ramos enviou-me 5 (cinco) questões para responder e fazê-las circular por mais três amisgos. Aí vão as respostas.

********************************************************************************

Não podendo sair do Farenheit 451, que livro quererias ser?

Pelo realismo, humor, e pelo jogo de espelhos que induz com o leitor, Memória das minhas putas tristes de Gabriel Garcia Marquez, que nos ensina que se pode morrer de amor e não de velhice. Uma lição

.

Já alguma vez ficaste apanhadinho por uma personagem de ficção?

Já fiquei, e de que maneira! Aliás, é comum ficar apanhadinho pelas personagens que crio nos poemas. Quando escrevo estou dentro e fora da escrita, ao mesmo tempo; talvez seja isso a dor da escrita que explica, e muito bem, a Autopsicografia de Fernando Pessoa. Como leio com paixão, a última personagem que me apanhou, talvez porque já passei há alguns anos o meio século de vida, foi a personagem do livro de Gabriel Garcia Marquez, Memória das minhas putas tristes, por ser um verdadeira reflexão sobre a velhice e a alegria da paixão.



Qual foi o último livro que compraste?

Dois livros e não um: Oracle Night de Paul Auster, em inglês – gosto de ler no original, sempre que me é possível e ser menos dispendioso -, e a Estrada Branca de José Tolentino Mendonça.



Que livros estás a ler?

Estrda Branca de José Tolentino de Mendonça. É um poeta que me surpreende, sempre, a cada livro, coisa rara em poesia, nos dias de hoje. Uma linguagem depurada, uma boa utilização das metáforas e revelador de um grande conhecimento.



Que livros(5) levarias para uma ilha deserta?

Levaria, seguramente, muitos e não 5 somente. Diário de um Louco, de Nicolau Gogol,

A Filha do Capitão de Aleksandr Puchkine, que é uma justificação da luta armada, Os Lusíadas de Luís de Camões, Poesia I, II e III de Jorge de Sena. Há um livro que, confesso, sem relutância, não levaria: o Kamassutra.



A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê?

Sei que é por uma boa causa, apesar destas questões estarem a ser veiculadas à velocidade dos blogues, esta recém mania da escrita diarística onde é permitido quase tudo, até dizermos os maiores disparates. Sendo assim, vou enviar para o Jorge Vicente, autor do blogue amoralva, e poeta de qualidade, à Maria Gomes outra recém chegada à Teia através de A Romã de Vidro e poeta de rara sensibilidade. Não me esqueço, claro, do Constantino Alves e do seu blogue Diário Poético.





fácil é o movimento das folhas.
o olhar prolonga a imagem
na subversão dos sentidos.
é possível ver deus no desenho do vento?

Félix, José fácil é o movimento das folhas
inédito


| |

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

AddMe.com, Search Engine Optimization and Submission Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com






br>


referer referrer referers referrers http_referer