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quarta-feira, junho 22, 2005

O meu veneno

É de memória que vivemos. É de memória que desejamos. É de memória que sofremos. É de memória que escrevemos.

A memória é a mais importante base de dados que nós temos, e onde vamos buscar, por associação ou não, aquilo que nos conduz para viver ou morrer.

a água matutina

nua, a minha mãe
brinca no meu cabelo
a água matutina.

um riso sobre o ombro
alegra a minha chuva
enquanto aliso o pêlo

do gato preto e branco
que mia, e lambe os pés,
as mãos pequeninas.

no telhado de zinco
o tempo vai caindo
p'ra dentro das goteiras.

josé félix
22.06.2005


obs: eugénio de andrade disse muitas vezes que a poesia é a emoção da infância. in memoriam dedico-lhe este poema, e àqueles que têm da poesia, também, o sentido lúdico, de um ofício sincero e verdadeiro.

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