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terça-feira, junho 21, 2005

O meu veneno

O país continua deprimido. Insatisfeito. Triste. A maioria absoluta do Partido Socialista começa a ficar menos absoluta e cada vez mais mínima.
Não chove. Há incêndios. Há explicações do ministro da Administração Interna(?); há explicações do ministro da Saúde. Há 224.000 operações em espera nos hospitais portugueses.

A União Europeia é cada vez menos uma União. Todos querem entrar para ela com a certeza de sair. Pertenceram!...

No Brasil o povo gosta cada vez menos do Lula. Os homens de confiança do Presidente demitem-se.

O petróleo ronda o preço de 60 dólares. A Harley Davidson está na Rússia.

Os ricos riem-se. Os pobres já não choram.

a liturgia dos dias

não me disseram que os arbustos falam
a linguagem dos gnomos e
que os pássaros desenham, de manhã
sons rondeando as pedras em silêncio.

tudo isso soube-lo quando a voz de meu pai
voltou a ser o sacrilégio da casa.

na viagem interrompida caminha
sobre a mobília, na leveza do pó
e nas paredes com fotografias
onde a ausência é um missório
no discurso religioso do tempo.

é nos gestos mais simples dos meus próprios
gestos, que a presença ausente
se poliniza na liturgia dos dias.

a palavra, essa, corrompendo a fé
desliza breve nos ouvidos secos
quando apetece a comunhão
no pecado lavado de confidências.

os duendes, no seu labor, cativam
relíquias suspensas da hera
que abandona as raízes como hóstias
no conforto dos crentes.

josé félix in a casa submersa


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