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sexta-feira, junho 17, 2005

O meu veneno

Una salus victis, nullam sperare salutem(1)

A decisão já era a esperada. Não houve surpresa nem inteligência no desfecho acerca da ratificação do Tratado ou Constituição (agora chama-se-lhe Tratado da Constituição).

Não há salvação possível para o que começou mal. Muito mal. É o que se chama colocar o «carro à frente dos bois». Os povos dos respectivos paises deviam ter sido consultados nos artigos mais controversos antes de criarem um texto para ser ratificado no todo. Ora, aí está a conclusão e o problema criado com os NÃO dos franceses e holandeses. O amálgama de tecido cultural, político, sócioeconómico que é a velha Europa não vai permitir que se avance muito mais do que já está. Pontualmente criar-se-ão alguns frutos para resolver problemas, também pontuais. Na Europa dos 25 há 6 países a dar dinheiro e os restantes a receber. Pode? Há o caso específico da Grã Bretanha; há o caso específico de Portugal; há o caso específico da Grécia. Todos os paises que compoem a União Europeia têm especificidades que não quererão ver desvirtuadas por uma lei estranha, se bem que comum a todos os paises inerentes.

Já terminou o estado-nação. O que quererão que mais termine?

(1) Alusão ao verso de Virgílio (Eneida, II, 354); última exortação de Eneias a seus companheiros de armas por ocasião da tomada de Tróia, ao procurar despertar neles a coragem do desespero: una salus victis, nullam sperare salutem: Única salvação para os vencidos: não esperar salvação alguma.

Heth

Jerusalém despida,
a prostituta que serve e suspira,

é desprezada pelos que a honraram
com as mãos lúbricas
e públicas carícias.

Abre as coxas cidade instável!
Que o aloendro arome e o mel escorra
em todos os que te tocam.

Jacob Kruz


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