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quarta-feira, julho 27, 2005

O meu veneno

Aos leitores, que tão bem têm correspondido com as suas preciosas visitas e comentários aos meus textos e poemas, deixo este texto, proto-poema, como homenagem pela fidelidade que demonstram, neste mundo da blogosfera, onde somos hoje os novos nómadas da sociedade da informação. Já o previu Pierre Levy , o filósofo do ciberespaço, nos anos sessenta

palavras inúteis

são úteis as palavras inúteis. se não fossem úteis
as palavras inúteis, por que inventaríamos
caminhos onde os passos se repetem e se calcam
e se repetem e se calcam? as asas dos pássaros
repetem o voo. o poema repete utilmente a inu-
tilidade de um verso. é como um jogo de espelhos.
um círculo de água a desfazer-se alarga-se até à dor.
dos olhos. uma parede branca é como uma parede
preta. o que tu vês é a cegueira. na cegueira.
uma luz. e para explicar isto são necessárias as
palavras inúteis. sempre úteis

josé félix in o outro lado da fala


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