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quarta-feira, julho 06, 2005

O meu veneno

É preciso saber ler nas imagens, nos gestos, nas atitudes.

Houve uma razão para que o Primeiro-ministro fosse ao centro Cultural de Belém anunciar as medidas (a maior parte delas já iniciadas e outras ainda em fase de projecto). Conmo se sabe o CCB foi uma das obras de marca do cavaquismo, e tão denunciado pelo partido no Governo, então na oposição, como uma obra que não se enquadrava no visual ambiental, ao lado do Mosteiro dos Jerónimos. Isto é só um aparte venenoso. O que importa é que se anunciaram algumas medidas e, também como estava previsto, os empresários «torceram o nariz» a tais medidas.
Este país não gosta de obras. Não é através de Decretos-Lei ou de Portarias que se cria Desenvolvimento (assim mesmo, com letra maiúscula).
Primeiro é preciso modificar a mentalidade da sociedade portuguesa, e isso demora séculos se esse objectivo for uma questão prioritária. Depois, bem, depois não é necessáriorio criar leis para que o país se desenvolva. A massa cinzenta encarregar-se-á de produzir os mecanismos mais correctos para desenvolver em todas as frentes este país triste, e com depressão bipolar.


que farei quando tudo arde?(1)
de mansinho sem alarde
vou bebendo no silêncio,
religioso, o incenso

da cinza que é voluta
de delírios, que na pauta
vai transportando a música
da palavra escrita, lúdica,

aberta à fala mais íntima,
e numa frágil esgrima
perdesse toda a infância
sem recuo nem distância.

talvez numa pira ardesse
quando mais ninguém falasse
e rapace voaria
para a terra da alegria.

josé félix

(1) comentário no blogue de José Alexandre Ramos "Que farei quando tudo arde", em http://quefarei.blogspot.com/


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