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quinta-feira, julho 14, 2005

O meu veneno

amanhecer a língua

adormeço no teu mamilo,
na marinha do corpo teço
cada gesto que se adivinha
uns que ouso, outros que manifesto.

e quando nas dunas repouso
as pálpebras, eu vou cavando,
reveladas, as de mil sombras,
aquelas que me são veladas.

cortejo os teus gestos maduros,
bebo a fonte e fio o desejo
até dizer-to. que a flor cante

o pólen, enfim descoberto,
e no aroma a aloendro e de sémen
amanheço a língua, o rizoma.

josé félix



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