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domingo, julho 10, 2005

O meu veneno

Estou a encher o meu saco de veneno. Ainda estou em estado catatónico depois de ouvir e ver nas televisões, e ter lido no semanário "Expresso" que, afinal, não houve «arrastão» em Carcavelos.
Definitivamente, este é um país-maravilha. É o país do Peter Pan!


Chopin - Prelúdio op. 28 Nº24

tem doçura a doce amélia
que no nome pronuncia
o corpo de favos cheio
brotando mel e alegria

na folha da tua face
vai a minha mão menina
que de um modo tão rapace
de um animal no enlace
solta-se a voz na neblina;
os teus olhos na floreira
são dois botões de camélia
estão ali a vida inteira
como o cacho na videira
tem doçura a doce amélia

na serena idade e grave
plantas um beijo nos lábios
que nem a brisa se atreve
secar um ósculo breve
como diziam os sábios.
pois só assim eu nomeio
a fala que se anuncia
e se me perco no enleio
deixo todo o meu anseio
que no nome pronuncia

de ti bebo a fina água
fonte de todo o início
em ti aqueço a minha frágua
deixando as mágoas à míngua
encher-me de ti é vício.
saboreio-te na gula
és o meu pão, meu recheio
o cereal que tremula
de gesto em gesto se anula
o corpo de favos cheio

no jardim da primavera
és uma flor solitária
prima ballerina vera
sobrevindo da quimera
como sempre imaginária.
do pólen me alimento
e toda a flora anuncia;
és para a ferida unguento
a colmeia do acalento
brotando mel e alegria


josé félix


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