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domingo, julho 24, 2005

O meu veneno

Neste primeiro semestre tenho lido muito lixo em poesia. Claro que não vou denunciar nomes. Os entendidos, académicos ou não, críticos de literatura e analistas de fim-de-semana, sabem do que escrevo.
E não venham com a história, já repetida no Brasil com o comerciante Paulo Coelho, que os autores como ele fazem aumentar os índices de leitura. Se o fazem, fazem-no por baixo, e isso é mau. Muito mau!

As editoras têm a maior quota parte da baixa qualidade de leitura e escrita porque publicam poesia de centro comercial, fast poetry, para ler e deitar fora.

É-me grato anunciar, portanto, um autor publicado pela edições quasi, Rui Costa, cuja capa do livro coloco aqui, A Nuvem Prateada das Pessoas Graves.



11

De como às vezes a tarde se aproxima, sempre

Se não queres morrer, morre: Em cada coisa inteiro
um morango respira, o teu irmão
de sangue.

Rui Costa, A Nuvem Prateada das Pessoas Graves, edições quasi, Vila Nova de Famalicão, Maio 2005


a força de um galope

há poetas que têm a flor nos dedos
lambendo o pólen na sede do jardim.
se te sentisse que o brilho dos teus olhos
passeia no meu corpo em oferta dir-te-ia amor
vem caminhar outros caminhos com aquela atenção
à margem das ervas onde a sede espera a notícia da água
.
mas não, estamos num círculo de vento
onde ouvimos o sol cantar as manhãs adversas
e o trote dos cavalos é a única simbologia do advento.
verás, eu sei, que o tempo descobre
outra forma de estar e ser
apesar de quando em vez sentirmos na face o roçar das crinas
e um relincho agudo magoar-nos o peito
na força de um galope.

josé félix in o outro lado da fala


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