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sexta-feira, julho 01, 2005

O meu veneno

peregrinatio

ao vasco graça moura

as mãos postas na escuridão da prece
sublinham o pedido que oferece.
doído, doido na sua voz mais pura
nem deus escuta a fala que se amura.

dizer que a oração é poder do fraco
lembremo-nos do pobre, feio glauco
que, sendo um deus, os deuses o abandonam
doendo a dor nas águas que se tornam

enfeitiçadas pela maga circe,
senhora de ea e do mais que se visse,
por onde cila com o corpo andasse,
fugindo ela do amor do deus rapace.

nem o deus feio, barbudo, se mirou
nas glaucas águas que o mesmo implorou,
lhe desse o amor traído pelo desprezo,
quando foi pela feiticeira preso

no ofício da artimanha da magia
saindo da profundidade fria.
vamos navegando os ditosos mares,
glaucos feios e tímidos, esgares

de perseguir o amor que da beleza
faz fé e ao outro ilude com torpeza;
de dor e mágoa para todo o sempre
para que o sol se esqueça do que cumpre.

josé félix

inédito 01.07.2005



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