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segunda-feira, julho 18, 2005

O meu veneno

Politicamente incorrecto

O terrorismo é, simplesmente, terrorismo. É a causa e efeito de um acto de terror. O terrorismo não é, nem pode ser, personificado. Agora, a banalização do terrorismo cria sentimentos diversos, adversos, segundo a região e a mentalidade das populações.

Um acto de terrorismo na Europa é diferente de um acto de terrorismo praticado no Iraque. Porquê? Porque no acto de terrorismo praticado no Reino Unido no passado dia 7, com as consequencias que já conhecemos para a vivência e a convivência do povo, teve a resposta mental que teve, com manifestações solidárias de muitos pontos do globo, vigílias, missas, pedidos do Papa Bento XVI para que se rezasse pelos terroistas, conferências de líderes de partidos, governos, países.

O que se passa no Iraque? Morre diariamente cerca de uma centena de pessoas, onde os mais atingidos são civis, e não são, portanto, militares dos paises que impõem um status politicus em que o respectivo povo não foi ouvido nem achado. Ao Papa Bento XVI ainda não se ouviu o que quer que seja acerca deste problema. Não há manifestações nem minutos de silêncio pelas dezenas de mortos em Bagdade, Tirkit ou noutras cidades do norte do Iraque. E só uma certa esquerda complexada emite alguma opinião, na certeza, porém, de quererem que a chacina continue para poderem fazer a crítica politicamente correcta. A outra esquerda - veja-se a esquerda do partido do Sr. Blair, e de outros paises -, omite ou está lá com os seus soldados na mira do petróleo cujo barril aumenta diariamente de valor.

Será que em Bagdade o terrorismo é diferente do terrorismo praticado em Londres, Madrid, Nova Iorque, em Bali?

o espelho da casa


no sal da lágrima
o espelho da casa.
um sorriso terno
acaricia a mão na escrita
quando o aprendiz do caminho
encurta o crescimento da árvore em combustão.

desmoronam-se as falácias,
e a límpida manhã
traz a chuva inteira
de todas as noites,
quando as falésias crescem
e os duendes prolongam o declive,
e restam os ossos
para doer a memória.

caminho andando
no pedúnculo frágil
que dura a flor.

José Félix



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