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domingo, agosto 28, 2005

O meu veneno

Flexibilidade e polivalência

Nas empresas privadas, já há muito tempo que se praticam a flexibilidade e a polivalência dos empregados. Sucede que o Estado, o maior empregador do país, não as praticam, quer pela inépcia dos serviços, quer pela incapacidade dos funcionários que não fizeram, nem querem fazer, qualquer tipo de formação para a renovação de conteúdos administrativos.

Vejamos o outro lado da questão da flexibilidade e polivalência.
Muitos empresários (falei com alguns, muitos, e é assim que eles pensam) dizem que os desempregados que estão inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional, vulgo Fundo de Desemprego, só não trabalham porque não querem. Isto denuncia abertamente a visão da maioria dos empresários portugueses, e a qualidade de mentecaptos. No I.E.F.P. estão inscritos mais de 35.000 professores que queimaram as pestanas para o serem e porque gostam de ensinar. Não se pode reciclar um indivíduo como se fosse um objecto fora de prazo e, estando ele capacitado a quase cem por cento para fazer aquilo para o qual ele está plenamente habilitado, de modo a que ele faça outra coisa para a qual não tem aptidão. A formação e actualização de conteúdos deve ser feita no mesmo ramo e não em ramos diferentes. Falo de professores, engenheiros, arquitectos, canalizadores, pedreiros, picheleiros, trolhas, carpinteiros civis e de tosco, etc.

Sucede que vemos biólogos a trabalhar no ICAT (Instituto de Ciências Aplicadas e Tecnológicas) que, em vez de produzirem ideias, têm que lavar as pipetas de pasteur, os balões de ensaio, limpar máquinas e outros materiais de que necessitam para o trabalhho de investigação e para os seus projectos.
Não se pode converter um professor num funcionário de limpeza conforme querem os empresários. Por isso, e devido a isso, é que este país é o país do desenrasca, do amadorismo. Não há profissionalismo nem especialização nos sectores mais importantes da economia. E quando alguns indivíduos o pretendem ter, a melhor forma que encontram para o fazer é emigrar para Espanha, Inglaterra, Holanda, Irlanda, Dinamarca e otros países mais.

E mais não digo.

fado

em vigo brinco com as gaivotas.
eu faço parte do sexo das pedras
e na saliva da maré
desenho bicos de pássaros e asas
no afecto das areias.

beijo a água em segredos de murmúrios
na remissão transfigurada
de um glauco procurando a ninfa.

marítimas, as conchas guardam hermes
enquanto o sonho procura outra aguada.

josé félix in o outro lado da fala


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