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terça-feira, agosto 09, 2005

O meu veneno

raiz. raizes

a casa não existe. levou-a a pólvora fratricida para o solo das conveniências.
o índio de borges retirou o canivete de cabo de chifre do sino enegrecido pelo tempo, reconhecendo a casa da infância, e talvez o pai e a mãe, regressando depois ao deserto.

há algumas casas, ainda, nas aldeias, vilas e cidades semi-destruidas. o que são as casas sem gente dentro que as povoe? a casa só existe como habitação do costume da gente que vive dentro dela com um passado, um presente e um futuro.

a casa é um espaço vazio. é a desconstrução da permanência. esta casa não tem um canivete, uma fisga, um arco e uma flecha. um sino enegrecido pelo tempo.

só a escrita constrói o sorriso da minha mãe abotoando as alças dos calções antes de ir para a escola.

há um quintal de aduelas onde os pássaros descansam de manhã.

dói criar a memória


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