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segunda-feira, setembro 12, 2005

O meu veneno

Quando há uma grande iliteracia na língua portuguesa, desde o ensino básico até à universidade, o poder político deste país quer que todas as crianças aprendam a língua inglesa. Não sou contra, obviamente, o ensino de qualquer língua estrangeira nas nossas escolas. Sou contra a desinformação do poder que quer fazer crer aos pais e aos professores que a língua inglesa é imprescindível para a competitividade. É uma falácia.
O país mais competitivo do planeta, presentemente, é a China, e este país, que se saiba, privilegia a língua chinesa (veja-se, até, em que língua os dirigentes chineses comunicam quando se deslocam a outros países) como meio de comunicação primeira com os seus interlocutores. Quem quiser que traduza. A língua de comunicação dos dirigentes russos com os dirigentes de outros paises é o russo.

Ligar a falta de competitividade, nem que seja numa percentagem mínima, à falta de conhecimento da língua inglesa não lembraria nem ao Diabo. Coitado!

Sinal menos para esta iniciativa quando deve haver maior preocupação com o ensino da nossa língua.

chuva de ternura

a chuva de ternura inunda a casa.
lembro a minha mãe
os mesmos gestos, meus
acenando nos folhos da cortina
o dia que amanhece. a mesma música
e o rosto dela que se planta na água
caindo da janela. aceso o olhar
descobre a sombra na iluminação da sala.
um gesto mais desprende da parede
as tiras de memória.

josé félix, in a casa submersa


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