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sexta-feira, outubro 14, 2005


Há dois dias, no café do teatro "A Barraca", ao Largo de Santos, nº2, estive na apresentação do livro Sexo Entre Mentiras de Fernando Esteves Pinto.
Foi uma grata surpresa conhecer o autor com quem muitas vezes troquei impressões na Rede, neste mundo vasto dos blogues e da ciberescrita.
O espectáculo que iniciou a apresentação, com dois actores teatralizando vários textos, principalmente os diálogos, foi muito interessante do ponto de vista de captação de interesse dos presentes, tendo-os prendido a atenção para o fulcro das questões levantadas no livro.
A obra, conforme afirmado pelo autor, baseia-se numa leitura de diálogos via Rede, uns autênticos, outros trabalhados naquilo que a ficção permite e exige, trata das relações humanas entre as pessoas, no caso presente entre um homem e uma mulher. Os afectos, a falta deles, as tensões familiares. Uma projecção erótica que não é diferente na Rede, da que se passa fora dela.
Os diálogos têm uma linguagem forte, tensa, mas os termos usados são os do quotidiano de nós todos.
Em minha opinião é uma obra para se ler e pensar, e dá gozo perceber os diálogos em catadupa, com uma forte tensão psicológica que faz lembrar o recente laureado com o Prémio Nobel, o dramaturgo Harold Pinter.
A apresentação foi feita pelo escritor Paulo Nogueira e a editora é a Leiturascom.net de Paulo Querido.

o pólen da tarde

tudo, conforme as águas, vem
no movimento das flores.
uma pétala brinca com o tempo
- visão perpétua das coisas possíveis
no limiar da luz que sobra -, vertendo
a queda do olhar preso no crepúsculo;
a sombra do princípio
no precipício dos líquidos.
o leito é o corpo da corrente
leve, suave e breve
do pólen que murmura na tarde.

josé félix

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