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quarta-feira, outubro 26, 2005

O meu veneno

A banalização

Portugal é um país banal. De ban, entenda-se. ban, termo de feudalismo, «proclamação do suserano na sua jurisdição, circunscrição, defensa, condenação ao exílio».
Como se sabe através do conhecimento da História, na Europa ocidental, Portugal é o único onde não houve feudalismo. O atraso do país é de tal ordem que, agora, devido à desestruturação sistémica, vários sectores da sociedade se comportam como verdadeiros senhores feudais: os advogados, os magistrados, os políticos, os empresários, os padres, os agentes dos agricultores. O Povo, esse, continua a pagar o dízimo para que os senhores banais continuem a usufruir de prerrogativas baseando-se na jus lex para os manter indefinidamente.
Reparem que o povo já não se manifesta. Os operários calaram a voz definitivamente. Os camponeses continuam, no interior recôndito, a plantar o pão que o diabo amassa. E quem se manifesta? Os patrões, os magistrados, as policias, os militares, os advogados, a Santa Madre Igreja.

soprei devagarinho nas tuas penas
e abriu-se-me um sorriso de ave solta.
a graça como rias concluía
que o voo te levava a pena morta.

josé félix

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