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segunda-feira, outubro 10, 2005

O meu veneno

A noite que desembrulhou o resultado das eleições autárquicas foi muito interessante. Não vou aqui focar os ganhos e perdas dos partidos porque, como sabemos, os que ganham usam de superlativos e os que perdem nunca o dizem.
Há, contudo, um aspecto digno de nota: - No século XXI, na época da globalização, da técnica informática, da Internet, onde milhões de indivíduos estão ligados à Rede, saliento a capacidade manual que se sobrepôs à capacidade técnico-informática quanto aos resultados eleitorais. E foi um gozo ver que a técnica esteve atrasada duas horas quanto à certeza da informação dada pela via manual; contagem de votos no local e informação via telefone ou telefax.
O que esteve à margem dos atrasos informáticos são coisas de somenos importância. Foi um autêntico falhanço, obrigando os jornalistas a recriarem-se com a situação inusitada.


manual de pintura

a mão desenha a escrita
selvagem da pintura.
na policromia do desejo e da soberba
do traço, do risco prescindível, um rosto polígono
retrata a morte e a vida, a alegria e a tristeza
na fantasia da intriga lúdica, cromática.
a linha engravida a virgem submetida
à ditadura do olhar.
um caos de azul mistura a emoção da água
com o vazio de uma sala
onde uma lágrima, impávida,
olha o seu autor.
perdem-se os pincéis em curvaturas
e no desenho dos frutos
os cheiros escapam-se pelos dedos de tinta.
a escrita pinta a mágoa
a trégua da cor viva
perdida no chão que bebe restos de sangue
de uma dor hemofílica.

josé félix
(inédito)

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