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segunda-feira, outubro 03, 2005

O meu veneno

O Beijo de Judas

Em todas as campanhas eleitorais, o beijo é o gesto que mais se vê. Este gesto percorre todos os quadrantes políticos, e é ver quem mais beija por metro quadrado. Ora é Francisco Louçã, ora é Jerónimo de Sousa; Marques Mendes, Ribeiro e Castro, José Sócrates; todos os candidatos às autarquias locais, desde a eleição para a Junta de Freguesia até à eleição para a Câmara Municipal e respectivas Assembleias, Municipal e de Freguesia.
Beija-se a criancinha no colo da mãe, beija-se a mãe da criancinha, beija-se o idoso, a idosa, uma prima afastada.
Judas, que se saiba, beijou uma única vez, traindo, por uns míseros trinta dinheiros, o Nazareno. Os candidatos aos lugares autárquicos beijam a torto e a direito nos comícios, nos passeios, nos mercados, nos hospitais, por uns míseros votos .
O povo alimenta a serpente para criar o veneno com que esta os há-de asfixiar.

as pedras da viagem


a luz. a noite. a palavra pedra
na iluminação escura do caminho.
prende-se a voz nas fragas transmontanas,
na sombra dos duendes e na sombra
das outras sombras que caminham sós
em nocturnais conversas, fantasias
de outras realidades consentidas.
destinos são caminhos programados
na luz escura dos desejos que
sombreiam águas, também margens secas
que suportando o leito da viagem
cansam chegadas numa sede calma.
as pedras no caminho são sinais
das luzes mais intensas da jornada.

josé félix
(inédito)

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