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domingo, outubro 02, 2005

O meu veneno

Os meus queridos leitores, journaliers, já sabem que eu não voto, que sou judeu não ortodoxo, não fundamentalista, e também não sou misantropo. Os leitores que chegam aqui, só agora, através de outros blogues ou informados por amigos e inimigos ficam a sabê-lo a partir deste momento. Não me alongo sobre os malefícios e desperdício de tempo do voto porque já me manifestei em textos anteriores, tendo como base, quase sempre, Proudhom e outros teóricos como Bakunine e Kropotkin.

Começou a campanha para as eleições autárquicas que vai culminar em pôr no poder mais uns quantos bandidos que hão-de fugir para o Brasil ou para alguns países africanos, e depois regressar na época do próximo escrutínio redimidos pelo poder instituído, e pelos comparsas beneficiados pela corrupção passiva e activa.

Eu não apelo a qualquer sentido de voto. Eu não voto, simplesmente. O voto é uma espada de Dâmocles.


versos de circunstância

talvez passe por lá, amigo
e adocemos a tarde de turner
com presentes de circunstância.

vamos desembrulhar a infância;
fazer uma fisga de zambujeiro,
imitar a morte de um lagarto,

aborrecermo-nos com as palavras,
e olharmos um para o outro
na revoada de pássaros.

talvez, amigo, eu passe por lá


josé félix

(inédito)


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