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sexta-feira, novembro 11, 2005

O meu veneno

Relances

Língua portuguesa

Continuamos a ver, ouvir e a ler o emprego do verbo implementar. Ora, este verbo não existe. É um anglicismo que vem do verbo inglês to implement. O verbo correcto para ser utilizado para aquilo que se pretende dizer, em português, é desenvolver.
Definitivamente, quando se apregoa a necessidade da aprendizagem da lingua inglesa a partir do Ensino Básico, é caricato verificar que os condutores das mensagens transmitidas pelas estações de rádio, televisão, e pela imprensa escrita, continuam a utilizar a língua portuguesa de forma incorrecta.

Pré-campanha

A campanha para a eleição presidencial, segundo a lei, começa no dia 9 de Janeiro de 2006 e termina no dia 20 do mesmo mês, ou seja, tem a duração de 13 dias.
Não há razão nenhuma para que haja pré-campanha eleitoral, principalmente no país com grandes dificuldades económicas e excesso de verbalismo político, onde toda a gente sabe o que todos os candidatos pretendem.
Os manifestos dos candidatos estão publicados para quem quiser ter uma noção alargada das intenções dos próprios, e não é necessário haver pré-campanhas que só confundem, ainda mais, os eleitores e acirram a falta de paciência de quem quase paga para trabalhar. 13 dias bastam para os candidatos trocarem ideias e fazerem valer as respectivas propostas.

A esfinge

O Dr. Mário Soares, que conhece a História Universal, deve saber que a Esfinge, a guardiã das Pirâmides de Gizé, ainda está lá, no deserto, perto da cidade do Cairo, há mais de 6.000 anos. Mesmo depois de Napoleão a ter ferido com balas de canhão. Impávida e serena!


11 de Novembro

Hoje comemora-se a independência da República de Angola.

luandina

o travo do café, amargo,
na sementeira da terra vermelha,
acende uma baía de fogo
em noites luandinas,
grávidas de cacimbo no mês de junho.

há um café da noite, em boa companhia,
quizombas, madrugadas de mulatas
no cê da lua.

a fala marginal na voz do povo,
o bater de tan tans
no desejo de buganvílias vermelhas,
sopro de vento na fortaleza de são miguel
onde vão os navios, lá, no porto,
de pescarias e de namorados.

a voz, uma ilha de promessa
na água revolta, aroma a café negro
da noite prolongada na amizade,
a conversa enraizada nos lábios
de permanência de embondeiro

boa noite, bom café, café de angola, (1)
em luanda de pombeiros e escravos
de dona catarina
para os engenhos de são tomé, brasil,
a sodomia dos capitães do mato.
gritos de monangambas dos contratos.

é café. café da noite na sílaba dos ondas.

josé félix
(1) Frase dita todas as noites no programa Café da Noite, nos anos 70, por Sebastião Coelho, já falecido, na Rádio Eclésia, em Luanda

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