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domingo, janeiro 29, 2006

O meu veneno

O fórum de Davos

Davos é a nova passerelle dos artistas de todo o mundo; do cinema, da pintura, do teatro, das letras, da política, da economia, e, mesmo, dos protestantes (aqueles que protestam). É um fórum onde os ricos vão dizer que são muito ricos, os economistas vão dizer como é que os ricos podem fazer mais dinheiro, os artistas de cinema como a Angelina Jollie, Michael Douglas ou Brad Pitt vão lavar as consciências, arrogando-se em defensores dos pobres, daqueles que o são, precisamente, para que eles sejam muito ricos.
É um fórum onde cada sócio paga uma quota de US$30.000 (trinta mil dólares) para poder ir falar sobre os pobres e sobre os países em vias de desenvolvimento.
O fórum de Davos é uma hipocrisia onde os actores vestem a máscara do teatro grego (hypokristés) nauseando-se porque bebem perpetuamente a sua impostura.(1)
Os ricos vão dizer que estão ali, e lembrar aos pobres que eles existem.
Os protestantes saem dos comboios carregados de malas e de pranchas de esqui: de manhã atiram pedras à globalização, à tarde vão deliciar-se como os outros ricos nas pranchas de esqui, na brancura das montanhas. Depois regressam a casa e vão discutir com os amigos os problemas da Esquerda, do Contrato Social, em brindes de vinho espumante e outros líquidos etílicos que só os ricos podem comprar.

(1) Victor Hugo in Os Trabalhadores do Mar

se a casa é uma coisa
Basílio Miranda


se a casa é uma coisa
e permanece
a forma lisa
da laje que não esquece

se esta coisa é a casa
onde se aquece
se interioriza
e cada gesto tece

a memória da vida
que merece
cada um e ser colhida

ah! nada se oferece
a tanta lida
que seja de interesse

para que o tempo mude na medida

José Félix

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sábado, janeiro 28, 2006

O meu veneno

Ler um texto e compreendê-lo

Sei quão difícil é ler e entender um texto, até pelo exercício e prática de todos os dias na minha vida profissional.
Ora, há algumas regras básicas para se ler e entender um texto. Vejamos:
1º- Ler superficialmente o texto para encontrar a conclusão e ter uma ideia da estrutura do mesmo. É aqui que se identifica a conclusão principal do autor. Normalmente encontra-se no primeiro parágrafo a ideia do autor, para logo vir o argumento que ele quer desenvolver. Muitos textos estão divididos em três partes, A, B e C, sendo A a conclusão, B e C os argumentos: B e C sendo verdadeiros, logo A é também verdadeiro.
- Voltar atrás e ler cuidadosamente o texto após se perceber qual é a conclusão do argumento, e qual é a estrutura do texto. Verificar como cada uma das partes se encaixam umas nas outras.
- Quando se perceber o que é que o autor quer dizer e como os argumentos funcionam é que se está capaz de os avalair.
Isto vem a propósito da leitura de alguns textos colocados neste blogue, quer no corpo da página quer no corpo dos comentários, onde alguns leitores comentam sem a leitura segura dos respectivos textos, e, por causa disso mesmo, acintosamente, ferem os autores.
Este espaço é para criar a discussão possível de ideias e atitudes, e não enveredar pelo argumento falacioso com verdades travestidas de «boas intenções»

Auto de navegação

Vejo o teu rosto na sombra
das arestas matinais
e por muito que a luz cegue
permanecem os sinais

das viagens marinheiras,
as conquistas marginais
dos caminhos de alba clara
de uma sede que jamais

prendeu âncoras na aguada
das ilhas condicionais.
O velame, de pano cru,
enfunado, e sem arrais,

abraça o vento sulão
sobre a espuma dos corais.
Já, na sombra do teu rosto
as tempestades reais.

Na tua voz há o timbre
das ondas intencionais:
o leme que guia firme
nas cartas habituais.

O lume que queima, acende,
e fere como os metais,
abriga no tempo a cinza
dos amantes imortais.

José Félix

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quinta-feira, janeiro 26, 2006

O meu veneno

O rescaldo ou o caldo das eleições presidenciais

No dia 22 de Janeiro, dia da eleição para a Presidência da República, o discurso de Manuel Alegre foi interrompido pelas considerações do Primeiro Ministro.
O Engº José Sócrates escolheu outro candidato para concorrer às eleições presidenciais e sofreu uma derrota clamorosa, expressa na divisão dos votos entre os candidatos filiados no mesmo partido. Apesar disso, e, acima de tudo, pelo respeito que merece um candidato às eleições, e é aí que reside o problema, porque é de uma eleição presidencial que se trata e os candidatos são mais importantes do que o Sr. Primeiro Ministro, este, pretendendo diminuir o candidato ganhador, da mesma área política, sobrepôs, acintosamente, o seu discurso ao discurso do candidato Manuel Alegre.
Tudo bem. Ficaríamos por aqui, não fosse a desculpa esfarrapada que acentuou, ainda mais, o acinte do acto no dia das eleições. O Primeiro-Ministro falou em "falsa ideia clara" àquilo que os jornais e a maioria da Comunicação Social transmitiu nos dois dias subsequentes às eleições, acerca do assunto da sobreposição de discursos.
Ora é falsa a ideia, ora a ideia é clara. Sem o querer, o Sr. Primeiro-Ministro disse aquilo que não queria dizer, e confirmou o que as pessoas atentas já tinham visto e ouvido.
A língua portuguesa é muito bonita quando é falada e escrita com a devida correcção. Quando é atropelada causa náuseas.

No exílio das palavras


não é preciso dizer que estive em paris
a olhar no espelho dos rostos afogados no sena
porque eu tenho aqui bem perto do meu punho
páginas de uma árvore maldita
o breviário diário de rostos frondosos
com armas apontadas à nuca desde que se nasce
e com o cheiro a pólvora a vida inteira.

há rios outros rios que transportam
o sangue jovem daqueles que nunca
possuíram a fêmea que estar entre as coxas
de uma mulher é um regresso ao útero
além do prazer que se sente beijar
a corola de uma flor aberta ao pólen.
e há um fogo inédito que renasce
da cinza primordial deixada pelo tronco
o desejo de um fruto engravidado
de sabores com ácidos cativos
o óxido da amplidão de uma copa ilhada.
um canto preso nas asas de um pássaro gigante.

no exílio das palavras no rio imerso
confessa a face esquerda o que a direita tece
a contrariedade de um pais mulher
amor inexplicável nos explicáveis ramos
braços pernas cabelos de água e de mato
na vertigem da viagem virgem
no grito aflito de uma boca escancarada
de diâmetro possível de um eco
no amplexo marítimo martírio ausência.

ah folha morta folha consumida
na criança de um cérebro adolescido
na impossível possível navegação
que não quer entender os gregos
e só se lembra das mulheres suplicantes
porque isso faz sentido por ter medido
a súplica na réplica das mulheres
meninas femininas mãos abrigadas
a degolar os irmãos que mal pronunciam
a palavra mãe lhes bebem o sangue exangues
de pétalas rasgadas com um jardim
iluminado sobre as cabeças. sóis
com brilho sem reflexo no espelho dos olhos.

um afogar de rios entre os rios
como se entendesse a palavra
de uma forma risível pormenor que só
a distância transforma a ânsia no objecto
um sujeito palpável a semântica
de uma árvore morta e de um suicídio
no sena em paris onde não preciso de ir
para me olhar nas águas em combustão.

homem mulher na súplica ecoante
engolido no eco do seu grito.

josé félix


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quarta-feira, janeiro 25, 2006

o ritmo do futuro

sempre que te doer o coração
não procures o médico.
retém o cheiro de uma rosa branca
nos dedos de água.

toda a moldura
da infância vem na combustão do gesto
que tira da palavra adolescente
o ritmo do futuro.

josé félix in o outro lado da fala

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sábado, janeiro 21, 2006

O meu veneno

Já há salas de fumo, e morre-se de cancro do pulmão, cada vez mais. Há salas de álcool e morre-se de cirrose hepática cada vez mais. Há salas de sexo e morre-se cada vez mais de doenças sexualmente transmissíveis. Porque não há-de haver salas de chuto para jovens, e não jovens, se injectarem com heroína, cocaína, fumarem haxixe, canabis, etc? Cada um escolhe a forma como quer morrer. O problema é que cada vez mais gente se torna incompetente, incapaz de tomar decisões, amorfa, com arnês, coleira, e, a única coisa que sabem fazer é balir como as ovelhas.
Eu sou um homem com sorte. Apesar de já estar a ser governado por um bando de incompetentes, há mais de cinquenta anos, a geração do álcool e da droga e das salas de chuto, ainda não tomou o poder.

a língua portuguesa

toco-lhe na aba
e a pronúncia da mesquita mística
leva-me para o sul.

é uma viagem peregrina
a que vou, de santiago a al-andaluz
provocando-a, saboreando-a

no fruto que se solta dos lábios
e vai na borla da vela marinheira
espraiar-se na areia emigrante

na vida a que vai, na vida a que vem
veste-se de fogo, veste-se de novo
e o rosto tem a candura, sempre

da chama com que nasceu.

josé félix

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quarta-feira, janeiro 18, 2006

O meu veneno

O partido Kadima, de Israel, vencerá as eleições para o Knesset(parlamento israelita). De que valerá um partido da mudança ganhar as eleições se os radicais da Autoridade Palestiniana não depõem as armas?
Não seria o caso de a Organização das Nações Unidas obrigarem, mesmo pela força, os radicais do Hamas e da Fatah, a deporem armas para que o processo de normalização das relações entre os dois povos avance e se consolide? Será que o complexo de esquerda que grassa a Europa cega os dirigentes, que ainda não perceberam que a continuarem assim, será a mesma coisa que ter um pelo de crina de cavalo sobre as cabeças, esperando a espada de Dâmocles?


Em silêncio, quase

Chove em Jerusalém! Só, Jeremias
chora a cidade das três pombas.
Partiste em silêncio, quase, deixando
a marca dos dedos no tronco da oliveira.
Nem a voz de Elhoim no canto do shophar
te diverte o gesto no caminho da avenida.
Eu sei! Eu vou para Neguev, e, de lá,
lembrar-me-ei do alfabeto do meu povo
e chorarei, de Aleph a Tau, os lamentos
na miragem do muro que toca o bairro arménio.
Talvez, um dia, em Haifa ou Ramalah,
ou mesmo na Jerusalém encantada
na voz dos muezin, te encontre
sem preconceitos, sem Deus
ou com o mesmo Deus de Abraão,
regressemos às nossas casas
onde olhávamos um para o outro
através das janelas escancaradas
e íamos descobrindo a aventura
das palavras em combustão.
Em silêncio, quase, éramos.

Jacob Kruz

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sábado, janeiro 14, 2006

O meu veneno

O galheteiro

O Governo do Estado Português anda preocupado com o galheteiro. O Governo do estado Português não está preocupado em conseguir os 150.000 novos empregos para os cidadãos portugueses. O Governo do Estado Português não está preocupado com a possível deslocalização da empresa automóvel Auto-Europa. O Governo do Estado Português não está preocupado com a fuga aos impostos, porque até concede o perdão aos grandes empresários que foram apanhados na fiscalização da «operação furacão»com o contribuinte por contra de outrem a continuar a pagar a factura dos faltosos. O Governo do Estado Português não está preocupado com o desperdício dos institutos públicos, dos ministérios, das secretarias de estado e das directorias governamentais. O Governo do Estado Português não está preocupado com a cultura, com a educação, com as nossas escolas, com o nosso teatro.
O Governo do Estado Português anda preocupado com o famoso galheteiro. Não tanto com o galheteiro, mas sim com as galhetas. Estas vasilhas pequenas, normalmente de vidro, servem para conter o azeite e o vinagre. Também são utilizadas nas cerimónias religiosas da Igreja Católica Apostólica Romana.
Um dia destes irei ver num restaurante um cliente pedir que lhe seja servido uma embalagem individual, inviolável, de azeite de Grândola, e outro de azeite de Castelo Branco, e outro de azeite de Moncorvo, e outro de azeite de Pêro Viseu, e outro da Guarda, e outro de Montalegre, e outro ainda que não seja da Grécia ou de Itália ou da Turquia. Vai ser uma confusão pegada mas é assim que este povinho de sacanas e de burros gosta de viver.
Cá, por mim, dou vivas ao galheteiro. No meu Governo do Estado da Casa só utilizo o galheteiro com azeite de qualquer ponto do país, desde que seja bom, e com pouca acidez.

sinfonia:4 andamentos


-adagio. allegro non troppo-

crio o poema. no gesto da carícia
a suavidade do pêlo do gato
onde aliso as palavras
de recém primavera.
as flores à janela
prolongam a estação no ritual dos dias.

o gato e a água
o corpo o tempo
na carícia no gesto.

-allegro con grazia-

o gato arranha as frases e as palavras
soltas em brincadeiras de felino
procuram partes do poema

na carícia no gesto
o corpo o tempo.

-allegro molto vivace-

o gato mia nas folhas rasgadas
arranha os versos
desfaz
os poemas que voam pela janela
roçam as flores
amarelas. prolongam a estação
de recém primavera.

o gato e a água
o corpo o tempo.

-finale. adagio lamentoso.

nas palavras perdidas e nos versos feridos
as unhas do gato
fincam o poema
e a carícia. a forma do corpo
adapta o poeta
que adopta

o corpo o tempo
a água o gesto

leve e longa carícia
no pêlo
do gato

josé félix





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terça-feira, janeiro 10, 2006

O meu veneno

O «ping», os candidatos à Presidência da República e o Governo

Ping é o nome que se dá a de uma ferramenta de rede de computadores usada em redes TCP/IP (como a Internet). Faz um teste e verifica se um equipamento de rede funciona e se é alcançável pela rede do equipamento que dispara o teste. Envia pacotes ICMP para o equipamento de destino e escuta as respostas; é uma espécie de retorno como o sonar utilizado pelos submarinos.
Dos candidatos à Presidência da República Portuguesa só Aníbal Cavaco Silva, me parece, tem obtido retorno aos «ping» enviados pela rede de influência, discurso incluído, traduzido nas sondagens que o colocam com mais de 60% dos votos. Dos outros candidatos não há sinal na rede.
O «ping», sendo uma ferramenta que demonstra que há comunicação não traduz, de qualquer forma, que se possa aceder ou manipular (no bom sentido, claro) algumas fontes.
Eu tenho um «Router Sem Fios» que após a instalação e feito o «ping» acertadamente, positivamente não funcionou. Quer isto dizer que tenho comunicação com a rede de computadores mas não consigo aceder a nenhum deles, nem enviar informação do meu computador para qualquer outro.
Daí que se o Professor Aníbal Cavaco Silva ganhar as Presidenciais, não quer dizer que a rede funcione adequadamente para que a informação circule e faça valimento em todos os postos da Rede.´
É uma questão de configuração.
Quanto ao Governo no Poder, o sistema está completamente desconfigurado, sendo necessário uma mudança rápida de alguns dispositivos, de software e de hardware.

Sem resposta

Purifico nas tuas mãos o rosto
e compreendo o alcance dos teus lábios
neste silêncio depois dos petardos.

Lá fora a humanidade se desmembra
cativa de ódio e vingança, e de Deus
que se reparte na trindade póstuma

como num jogo de xadrez em que
não é possível qualquer xeque-mate
no meio de peões e bispos cegos.

À sombra das paredes cresce o musgo
e no silêncio são dos intervalos
já não perguntamos nem respondemos.

josé félix

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sábado, janeiro 07, 2006

claire de lune - debussy

diariamente o sentimento prende-se
àqueles cujo olhar absorve o lado
sombrio de uma árvore em combustão.

noites de fogo e malvasia nos lábios.

um acorde e uma lua cheia de imprevistos
na claridade de uns olhos que perguntam
coisa nenhuma que é uma forma
de se interrogar quase tudo.
será que não tem mais encanto ainda, a lua,
depois de ser pisada pelo homem?
ainda há quem faça versos e
tenha as respostas todas num bater de cílios.

um cão lambe os dedos
e o dia transparece no rodar frenético
dos carros. deuses, mentecaptos, néscios
na margem das estradas clareadas.
um poema nasce e morre à intensidade
de um acidente e o último sopro
é uma flor seca, vasos sem aroma
na brancura geométrica das pedras.

que sentir é este onde os ciprestes
e os álamos vivem do húmus
resto de restos de ossos e vermes.

josé félix



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quarta-feira, janeiro 04, 2006

O meu veneno

O comprimento da memória


O Sr. Mário Soares, ex-presidente da República com dois mandatos, e candidato à Presidência da República este ano, reuniu-se com cerca de quatrocentas mulheres para dizer alguns lugares-comuns, frases feitas, outras tantas banalidades.
As mulheres, com a memória curta, ter-se-ão esquecido de quando o Sr. Mário Soares foi candidato à Presidência da Comissão Europeia, e disse de uma mulher-candidata ao mesmo lugar que o lugar dela, e das mulheres, era na cozinha?
Ter-se-ão esquecido, momentâneamente, de que no mesmo local da reunião ele disse que era necessário mudar a mentalidade masculina? Para logo dizer que não fazia nada em casa, e que era de outra geração?
Pergunto: o que é que ele anda a fazer nestas eleições?


o silêncio respira pela raiz de uma flor
ana maria

o pedúnculo, cíclico
acaricia a viagem
na mudez dos lábios.
há um silêncio que
beija o sol marítimo
na calma dos chorões.
os dedos sobre as pé-
talas contam segredos
que a água desenha
no sexo das pedras.
vêm pássaros brancos
bicar o musgo verde
no sossego das ondas.
calados, os amantes
cheiram a terra escura
no suor da tarde em flor.

josé félix

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terça-feira, janeiro 03, 2006

sugai sobre o muro o
olhar nu na incisiva
carne que a lucidez
guarda

José Gil


na lucidez dos cegos compreendo
a alvura das manhãs contemplativas
no grito dos olhares que semeiam
toda a ternura da palavra ouvida.

e numa cor submersa, sob a linha
da mais restrita compreensão, está
o muro transponível que o olhar,
nudez do corpo aquático, credível,

cinzela a forma na matriz do dia;
aguarda para sempre a aventura
do escopro, do cinzel, do maço duro.

há tanta claridade nos meus olhos
de como cegos vêem a incisiva
beleza de mulher que esconde o corpo.

é desta luz que suga na cegueira
que permanece nu o olhar do cego.

josé félix

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domingo, janeiro 01, 2006

O meu veneno

Começa mais um ano: trezentos e sessenta e cinco dias.
Nunca fiz, não faço hoje, nem farei amanhã um balanço do que foi antes. É verter água no molhado e não perco tempo a pensar no que poderia ter sido se tivesse feito de outra maneira. Está feito, e pronto.
Sei que o que fizer agora irá reflectir-se depois. Isso basta-me. Portanto, o melhor é concentrar-me com unhas e dentes no que posso e devo fazer hoje, sem reticências. Um aparte: agradeço aos leitores a paciência que têm tido ao lerem os meus textos.
Não estou aqui para agradar a quem quer que seja, nem para sugerir ou insinuar que as minhas ideias são as melhores para os outros. Eu penso como penso, os outros pensam como pensam, e passamos todos muito bem com o que pensamos acerca da vida das pessoas. É disso que se trata.
Abanar o cérebro e fazer que os leitores tenham uma visão mais alargada sobre um determinado assunto, um conceito, uma lei, uma regra é oobjectivo mais lato . Acima de tudo, aprender com aqueles que discordam.
Desejo a todos um ano de 2006 com menos problemas, e que os impostos sejam arrecadados de tal forma que a distruibuição mais justa possa compensar aqueles que necessitam mais.
De resto são as palavras que vão determinar as atitudes, segundo a visão socio-política de cada um.

vestígios

palavras breves sacodem o vento
na margem dos lábios.
a sabedoria enternece-se
na longevidade do rosto
sereno, subtil e grave,
quando as perguntas pousam
como asas de pássaros
na viagem do tempo.

as palavras são vestígios
de raízes antigas bebendo
a sede na linha da água.

josé félix in o outro lado da fala

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