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sábado, fevereiro 25, 2006

O meu veneno

É evidente que se olharmos somente para a cara da moeda, esquecemo-nos facilmente de como é a coroa. Por isso, mesmo não gostando de 99,999% do que é dito na Assembleia da República, que é o espaço onde se deve discutir a res publica, a coisa pública, portanto, sirvo-me do canal apropriado para “estudar”, mais o comportamento humano dos senhores deputados do que a substância que lá é dita. Os textos, quando são escritos, engravidam de falácias, utilizam frases curtas e clichés para se auto convencerem e saborearem o efeito de ouvirem a própria voz, numa vaidade promíscua a recordar Narciso. Ou, então, repetem-se até chegarem ao ponto de partida.
Eu prefiro ouvir as «fugas» de Johann Sebastian Bach.


arte de navegar

a âncora é o braço que detenho,
o longe que prolonga a permanência
dos frutos e do aroma que retenho
e trago no navio dura ausência.

perfumo cada porto deste mar
com maresias de outros vendavais
refaço na lembrança a navegar
rumando noutros rumos novos cais.

entrego os meus navios à bonança
aos ventos do porvir, a muitas cartas
aguardo os traços de outra temperança

p'ra que o futuro traga novas datas;
arrais perdido neste mar de usança
na gávea não diviso terras fartas

José Félix

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