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terça-feira, março 07, 2006

O meu veneno

A obsessão


O Sr. primeiro-ministro, Engº José Sócrates, foi visitar a Finlândia. Quis verificar in loco e tirar as ilações necessárias para que se proceda de igual modo em Portugal relativamente à inovação e à aplicação das novas tenologias de informação na sociedade portuguesa. Ora, as condições da Finlândia à epoca em que iniciou a «viragem» são completamente diferentes daquelas que Portugal tem hoje. Além disso, Portugal está integrado na União Europeia onde tem que cumprir com determinadas prerrogativas por, por isso mesmo, pertencer ao clube.
É, acima de tudo, uma questão de cultura. E isso é o que Portugal não tem. Ou seja, falta organização da vida quotidiana em termos de complexos de estética, dos sentimentos e dos costumes , graças aos quais deve reagir sobre a vida determinada pela economia.
Neste país não há a criação de características, nem se preservam nem se apromoram porque não extiste comunicação nem cooperação entre os indivíduos. Um povo cheio de amorfismo e completamente dominado pelo espírito terceiro-mundista.
Cultura é, por exemplo, a aldeia de S. Lourenço de Mamporcão, a 6 Km de Estremoz, na estrada para a cidade de Portalegre: não há um papel no chão em toda a aldeia, nem uma ponta de cigarro. As casas estão todas caiadas e o povo é de uma simpatia extrema. É uma característica.
O Sr. Engº José Sócrates disse que a Finlândia era um exemplo para Portugal porque conseguiu inovar sem retirar à parte social. Em menos de 24 horas o Ministério da Saúde anunciou o aumento das Taxas Moderadoras nos Hospitais com um aumento de 23% para as urgências. Isto é falta de cultura!

a morte da fala


apareces reduzida na mais ínfima admiração.
até as palavras apetrechadas de asas
− já não têm a beleza da água −
estão despidas do barroco que tanto
aplauso esconderam na mediana da noite.
é para veres, porque já o sabes,
nem sempre a cinza é o parto da chama,
e o pó da fala arrefece, sem remédio ou cura,
no desprezo mais profundo da escrita em repouso.
não há luz que centelhe na escuridão
quando uma palavra, em silêncio, morre
com a visão dos tristes a prestar-lhe tributo.

josé félix


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