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quinta-feira, abril 06, 2006

O meu veneno

Marés vivas

Confesso que apesar de nunca ter sido um bom marinheiro, nunca enjoei quando ia à pesca com o meu pai e com os meus amigos para a zona dos mangais, perto da ilha do Mussulo (não Mussolo como escreve José Rodrigues dos Santos no Codex 632, pág. 27), em Luanda, Angola.
Ultimamente a tempestade tem sido tanta e o meu estômago, que já não é tão jovem como o era nos idos das pescarias, tem andado revoltado, o vómito assoma à boca, de vez em quando, com o balanço do navio ou devido à condução de maus mestres de navegar.
O ministro da Justiça diz que demitiu o Director Geral da Polícia Judiciária; este diz que se demitiu. Um secretário diz que se vai reduzir a taxa de alcoolemia (não alcoolémia) e o Ministro da Agricultura disse que o Secretário quis dizer uma coisa e o público, a Comunicação Social e os vitivinicultores compreenderam mal aquilo que o Secretário disse. Passou a toda a gente um atestado de burrice.
É por estas e por outras que o navio, conduzido por maus mestres na arte de navegar já nem anda à bolina: anda de um lado para o outro, sem leme, sem sextante, sem mapas, cartas, tês, e as velas, rotas, não conseguem reter o vento para uma marinhagem que o leve a bom porto.
Com tanta água no casco e balanços não há comprimidos que bastam para sufragar o enjoo.

expressão da sombra

a frase perde a asa no suicídio
do verso.
o vulto do poema espreita
a face morta na expressão da sombra
que paira no caminho

josé félix in suicidário

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