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quarta-feira, maio 17, 2006

O meu veneno

A subversão do discurso

O país anda amofinado com pequenas revoltas e indignações populares por causa da decisão governamental de fechar as salas de obstetrícia, as salas de parto, de algumas maternidades. Tanto o discurso governamental pelas vozes do primeiro-ministro José Sócrates e ministro da saúde, como o discurso de autarcas e comissões populares criadas para defender o lídimo interesse da população, principalmente das mulheres parturientes, pecam por defeito.
É verdade que as salas de parto das maternidades visadas, se não têm condições de segurança e higuene para as parturientes e respectivos filhos devem, pura e simplesmente, encerrar. Sucede que a visão economicista do governo cai por terra devido aos pressupostos apresentados, sem discussão pública, muito menos sem terem sido ouvidos os mais interessados.
Depois de ter visto e escutado os senhores que foram ao programa Prós e Contras da RTP fiquei com a sensação de ter visto uma discussão sem sentido, pois não obtive informação adicional àquilo que tinha ouvido anteriormente.
Se são necessários 1.500 partos / ano, no mínimo, para que uma sala de partos seja rentável e se pague aos especialistas e técnicos que assistem a unidade, é partir de uma ideia de produção completamente errada. Fazer filhos não está, seguramente, incluido nos meios de produção de um país; a não ser que se queira levar às últimas consequências a diatribe marxista-leninista quanto aos meios de produção e de produtividade.
O problema não é fechar as salas de parto das meternidades. É fornecer condições indispensáveis a essas unidades para que as mulheres parturientes sejam assistidas com a dignidade que merecem.
Andamos todos a fazer colóquios, workshops, fóruns, congressos, comissões de estudo disto e daquilo para que as populações se fixem no interior do país, e o que é que se faz? Fecham-se as salas de parto, depois, sem salas de parto não são necessárias as maternidades, e depois não serão necessários os hospitais porque haverá cada vez menos gente para ser medicada nessas unidades. Sem salas de parto, sem maternidades, sem hospitais, a população, em vez de se fixar, continuará a ir para o litoral do país.
Quantas salas de parto estão para fechar no litoral? Nenhuma.
Ora, sob este ponto de vista, economicista, e de produção, só me resta fazer um pedido: feche-se a Assembleia da República que é o local onde estão os políticos que são os elementos menos produtivos do país. Em minha opinião produzem ZERO!


tenho a certeza
da sorte que me coube
na sonolência
das flores moribundas

se acaso sei
da perfeição do pólen
que ruboriza
a face exposta à luz

é porque os lábios
que saem da fronteira
iluminada

pronunciaram
o primeiro sinal
da combustão.

josé félix in o movimento fácil das folhas

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