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domingo, junho 25, 2006

O meu veneno

A queda do mito

A ilha de Timor, a parte leste da ilha aonde os portugueses chegaram em 1518, 20 anos depois de Vasco da Gama ter descoberto o caminho marítimo para a Índia, viveu senpre com problemas regionais, quer causados pela presença dos portugueses, quer incentivados pelos holandeses com interesses na região, preincipalmente no comércio do sândalo.
Os timorenses, chefiados pelos liurais, chefes tradicionais, revoltaram-se sempre contra a presença dos portugueses, tendo culminado no morticínio de cerca de 90.000 pessoas, as revoltas havidas entre o ano de 1894 e o ano de 1912, como a célebre de Manufaí, fortemente reprimida pelas autoridades portuguesas.
Com o ano de 1975 e o abandono escandaloso de Timor Loro Sae da então Administração Colonial, o povo de Timor sofre a mais dura repressão de que há memória, tendo o governo indonésio como pano de fundo.
Entre falsos heróis e vendidos ao regime de Jacarta a Organização das Nações Unidas cria um Estado exemplar baseado no sistema democrático do mundo ocidental, corria o ano de 2002, em Maio.
Quatro anos depois basta transcrever o que disse o grande poeta e amigo de Timor Loro Sae, Rui Cinatti: «a autodeterminação é um direito que não se discute desde que esclarecido antes de amado. Ou simultâneamente amado e esclarecido»(1). Os portugueses demitiram-se do cumprimento de dar uma certa maioridade espiritual ao povo, e a condução do processo de descolonização, sem qualquer intervenção, foi fatal para o povo timorense.
O problema acresce com a entrada de interesses geoestratégicos, dos autralianos e dos japoneses ,quanto ao petróleo. Eu designaria actual crise que se vive em Timor Loro Sae como a crise do petróleo. O poder coprrompe-se, corrompe, enche os bolsos e o povo sobrevive com o arroz fornecido pelas Organizações não Governamentais que também comem uma fatia do dinheiro da corrupção.

(1) CINATTI, Ruy (1992), Obra Poética, Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda


dejaré de quererme
sí me quedo
ahora

paula paixão


sí me quedo


à sombra da figueira
a água corre leve
no cântaro das pedras.
os teus seios são figos
maduros no sabor
religioso e doce
da dádiva do fruto.

se partes permaneço
árvore sedutora
aonde regressarei
e desenhar a água;
se ficas partirei
com o calor e o vento
das palavras maduras
colhidas na folhagem

não me peças que vá
ou fique no entretanto
do tempo sem medida.

josé félix

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