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sábado, julho 29, 2006

no restaurante chinês

um dia quando for para xangai
vou esquecer-me da palavra saudade.
levarei o mar, a solidão imensa
de um restaurante chinês na linha de sintra
uma conversa com frases intrometidas
sobre o neve shalom a wahat al salam
num poema com o cheiro a morte e a pólvora.
se o peito aguentar a dor estranha
e os olhos não pedirem a clareza do sol
vou passar a leveza do resto dos dias
a encontrar-me com bashô a ouvir
o coaxar das rãs nos charcos permanentes.
hei de parar quando a folha regressar à árvore
isto se um dia for para xangai.

josé félix

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sábado, julho 22, 2006


O meu veneno

Um cartaz para uma manifestação

O Médio Oriente inclui Israel. Não é só a Palestina e o Líbano. A manifestação, a acontecer, pela PAZ, deve ser feita em frente das embaixadas do Irão, do Representante da Autoridade Palestiniana, da Embaixada da Síria, do Líbano, da dos E.U.A. e, claro, da embaixada de Israel. A não ser assim é escamotear o ovo do problema.

Também é preciso conhecer a história para sabermos que a Paz só se constrói depois da Guerra. A Paz é uma consequência da Guerra, que é a extensão da política. A guerra faz-se por vários motivos, essecialmente económicos, embora ao longo da história tenha havido conflitos apelando para o racismo, como na Alemanha de Hitler, porque os judeus dominavam a economia alemã ou como a guerra no Iraque por causa do petróleo. Os povos, que normalmente são estúpidos, é que pensam noutras causas alimentados pelo poder instituído nos seus países. Inventam religiões, virgens, santos para se fazerem mártires daqueles que bebem champanhe e comem caviar nos hoteis de 5 estrelas por esse mundo fora.

Eu nunca vou a manifestações de qualquer tipo: políticas, socio-políticas e / ou sindicais. É tudo uma treta pegada. É uma forma de as pessoas serem carneiros e manipuladas pelos indivíduos, geralmente complexados de esquerda ou da extrema-direita.

Os bombardeamentos não se fazem só com aviões. Também se fazem com Órgãos de Staline, as famosas Katiuska, que enviam 60 obuses por minuto, e através de mísseis.

Todos têm culpa no cartório: palestinianos, judeus, americanos, franceses e até os portugueses por serem um povo fraco e cínico da História Mundial.

descansa à sombra da figueira.
vê como o figo aroma
as mil flores.

a água do regato corre límpida
nas raízes.

uma folha sossega no teu rosto.

jacob kruz in cheiro de mandrágoras

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O meu veneno

Deus entretém-se a jogar xadrez no Médio-Oriente. Começam pelos peões, depois os bispos, a seguir os cavalos e as torres. Os reis e as rainhas embebedam-se com espumante caro com o dinheiro do negócio de armas. Durante a contenda baralham, fazem pequeno roque e grande roque com as mãos ensanguentadas de inocentes.

incunábulo

pela primeira vez inventa a ponte
a fonte impressa, a ideia.
com a tinta da veia
desenha iluminuras de onde em onde.
nem caos nem acaso noutra margem
mitiga o germe novo,
a larva da palavra,
asas de um sinal que vai de viagem.

josé félix in fácil é o movimento das folhas

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sexta-feira, julho 21, 2006

Um convite

Manuel Jorge Marmelo apresenta o livro “Morto Com Defeito”
De Vítor Pinto Basto

D. Tonho
Cais da Ribeira dia 22 de Julhosábadoàs 21:30
Porto

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domingo, julho 16, 2006

O meu veneno

A força proporcional ou o olho por olho, dente por dente.

Se o meu vizinho atirar pedras para dentro de minha casa, o mais certo, não sei, é eu responder com pedras, se as tiver à mão, ou usar um ariete e arrombar a porta para depois, com o que tiver mais perto, acometer contra o vizinho e dar-lhe "uma lição" pelo tresloucado acto de invasão e provocação.

Cada um luta com as armas que tem. Não é pelo facto de o Hamas ter os velhos mísseis Qassam que causam mortes como os helicanhões israelitas que se pode ou deve falar de resposta proporcional. Na guerra não há respostas proporcionais. É um eufemismo moderno, inventado pela esquerda complexada, pela Europa velha e caquética sem soluções para os seus próprios problemas, e pela velha e santa Rússia de Putin que utiliza os meios mais modernos de guerra contra o terrorismo tchechéno e ingúchio.

Israel é um estado de direito, reconhecido, e como tal deve ser respeitado pelos vizinhos. Se assim não é sujeitam-se à resposta com todos os meios ao seu alcance para defender os seus filhos, as suas terras, as suas casas.

Não é pelo facto de os palestinianos usarem pedras, velhos Qassam, e explodirem-se com a ordem de Alá, que têm razão.

Lembrem-se, quem lutou contra o domínio britânico sobre aquele território foram os judeus. Os palestinianos só se lembraram que pertencem àquela região depois de 1948, apesar de haver escaramuças desde 1896, data da criação do sionismo por Theodore Hertzl. O único erro da Sociedade das Nações terá sido a divisão do território conferindo 2/3 ao povo judeu sendo uma minoria, aquando da atribuição de um estado Judeu e outro estado Árabe na Palestina.

Outro ponto muito importante é Israel ter 15,1% de árabes, mussulmanos, cerca de um milhão de habitantes, que são cidadãos israelitas representados no Knesset, o paralmento judeu, cristãos, arménios, drusos, falachas.

É mau quando Deus tem um partido, o Hezbolah, que rapta, mata, incendeia e não quer um vizinho como Israel que já demonstrou querer viver em paz com quem o rodeia.



Pretexto

Talvez passe por aí, amigo, onde o poema corre como o vinho em noites de folguedo de palavras e lembremos o nome dos frutos e dos pássaros em noites de labareda. Há muito tempo que não sinto a generosidade do sol, e os passos que caminho à beira dos vendavais não escolhem a metodologia do objectivo; erram sobre a cinza do silêncio e as palavras verdes aquietam gestos de circunstância. Talvez, amigo, é uma certeza de espelhos, como um jogo de reflexos.

josé félix


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segunda-feira, julho 10, 2006

O IICT - Instituto de Investigação Científica Tropical publicou um estudo sobre a apropriação da escrita pelos africcanos. O estudo em questão, Africae Monumenta, a apropriação da escrita pelos africanos, arquivo Caculo Cacahenda, com edição e textos de Ana Paula Tavares e Catarina Madeira Santos, deita por terra a ideia da historiografia de que as sociedades africanas tradicionais se definiam como sociedade da oralidade, uma vez que nunca teriam usado a escrita.
Este estudo contém inúmeras fontes que comprovam o contrário, sobre a escrita em Angola, e que as ditas sociedades africanas da oralidade usaram a escrita para se comunicarem entre si, principalmente os chefes tribais, ou dembos, e entre estes e as autoridades coloniais. Os documentos transcritos e paleografados datam desde 1718, havendo a certeza de que antes também se comunicavam através da escrita pelo que urge fazer um trabalho aturado sobre o assunto, até aos anos 20 do século 20.
A escrita como meio de comunicação, realcionamento, comércio e como forma de poder.
Africae Monumenta, Apropriação da Escrita pelos Africanos, Volume I, Arquivo Caculo Cacahenda, (Edição, Glossário e Textos por: Ana Paula Tavares e Catarina Madeira Santos)IICT, Lisboa, CEHCA, 2002.

intensidade


no labirinto aberto
o corpo, a arte
que ilumina a sombra
descoberta

dá-se à luz rarefeita
na intrusão
do gesto casto
permanente, virgem.

na geometria do desenho o tronco
liberto de conceitos
tende a rama

que escama o tempo
no descanso claro
da chama que arde, parte com a luz.

com a iluminação desfeita
a sombra
adoece na clareira aprisionada.

josé félix in fácil é o movimento das folhas

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quarta-feira, julho 05, 2006

O meu veneno

Não! Não vou escrever sobre futebol mas vou ater-me em algumas reflexões adjacentes ao fenómeno desportivo, principalmente ao futebol.
O Sr. Luís Felipe Scolari deve ter lido dois autores: Jorge Luís Borges e Sun Tzu. O primeiro, pela afirmação de que uma partida de futebol é só um jogo entre 22 jogadores, nada mais. O segundo, porque escreveu, no século VI antes de Cristo, "A Arte da Guerra". O Sr. Scolari deve ter lido e bebido o diálogo entre Ho Lu e Sun Tzu, segundo a biografia de SSu Ma Ch'ien. Ele aplica as técnicas de Sun Tzu, no campo, e para os mass maedia o conceito de Borges. E, ainda bem que é assim pois não restam dúvidas e não se acicatam pequenos ódios, de circunstância, que podem destilar para actos graves de falta de respeito para com o outro. Não entendeu a imprensa inglesa e não entende a imprensa francesa, que preferiram utilizar a técnica dos imperadores romanos antes do combate mortal dos gladiadores no circo romano.
Eu prefiro, sinceramente, sossegar sobre a teoria de Desmond Morris que tão bem descreveu os jogadores e o espectadores nos jogos de futebol. É outro jogo de gestos, de sinais, de comportamento.
Nunca, como hoje, se apelou para o nacionalismo guerreiro nos jogos de futebol: bacoco, desprezível. Isso é mau. Muito mau.

repara como se abre a flor do campo
toca-lhe, fala. ela te dará um sorriso.

josé félix in fácil é o movimento das folhas

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segunda-feira, julho 03, 2006

prendo as mãos às palavras
colho-as ou escolho-as
já não sei
ícaro do desejo voo
dentro do labirinto
e o sol apesar da dádiva
esconde-se na sombra.


josé félix in fácil é o movimento das folhas

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