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segunda-feira, agosto 14, 2006

O meu veneno

O Hezbollah

1.

A Europa continua a entreter-se com as figuras de estilo, com a semântica e com a retórica política de quem não sabe qual é o caminho a seguir. Se os radicais islâmicos atacam os seus países chamam-lhes terroristas e fascistas islâmicos; se atacam o país dos outros são "combatentes, resistentes, guerrilheiros".

2.

A guerra que foi imposta ao Estado de Israel não foi ganha por qualquer das partes em contenda. Israel não ganhou porque não se ganha uma guerra contra o terroismo pela força das armas apesar de ter avançado no terreno do Líbano alguns quilómetros e ter destruído a quase totalidade das infra-estruturas económicas, comerciais e industriais. O Hezbollah não ganhou a guerra porque o terrorismo nunca ganha uma guerra. Ao terrorismo basta-lhe tossir para criar terror em qualquer zona do globo.
Só o desenvolvimento económico e a globalização podem ganhar ao terrorismo porque o desenvolvimento cria condições para que os adversários ideológicos se constranjam a tomar actos contrários aos mútuos interesses. Ninguém está a imaginar uma guerra entre a China e os Estados Unidos. Ambos têm interesses económicos mútuos a preservar e precisam um do outro para sobreviver. Há grandees investimentos dos E.U.A. na China e há grandes investimentos da China nos E.U.A.

3.

A O.N.U., Organização das Nações Unidas, é a grande derrotada desta guerra uma vez que foi incapaz de suster o rearmamento das milícias terroristas do Hezbollah desde 1978. Desde esta data que a O.N.U. está no sul do Líbano como observadora, e, até hoje, não conseguiu controlar absolutamente nada. E continuará a perder se não for capaz de exigir, face à resolução nº 1559 e à resolução nº1701, o desarmamento das milícias terroristas que são um estado dentro do Estado no Líbano.
Alguém imagina em Portugal, um pequeno partido representado na A.R. com um ou dois deputados a ter uma milícia de 2 a 3 mil homens armados até aos dentes?

rumo


disseste-me que tinhas
a fragilidade do sol.
só uma sílaba voou nos lábios
e a clareira abriu
no desenho de um pássaro
o início da viagem.

josé félix

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