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segunda-feira, agosto 28, 2006

O outro mito de pandora


ser pó é saber
que ao vento só se pode obedecer

Basílio Miranda


na brisa da folhagem, breve e doce
com a aproximação da morte, clara
é a notícia que sobeja na
fraqueza obediente deste vento
que acaricia a consciência livre
do corpo aberto à fantasia e vai
nos grãos de areia escrever no tempo
o esquecimento da memória vã.
serão sinais, os ossos do que fomos
morrendo a vida inteira, sem sabermos
que transportamos pó, e cuja luz
se agarra aos dedos como pus de escara.
não sei se ficarei ventral decúbito
mas isso pouco importa por agora.
que prometeu se vá de novo ao fogo
para que pandora nasça sem ofertas
e a esperança seja só a sombra.

josé félix in agora e na hora da nossa morte

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