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sexta-feira, setembro 01, 2006

O meu veneno

Não há nada a fazer. O povo português pensa pequenino. O que interssa é o quarto, não é o bairro, a cidade, o país. O que interessa é o meu terreno, não a reforma agrária. O que interessa é o clube da minha cidade, não é a selecção.
O "caso Mateus", do Gil Vicente, é o paradigma daquelas afirmações.
Claro que compete, de dever e obrigação, à Comuinicação Social informar sobre quase tudo. Digo «quase» com alguma relutância por ver nestes últimos anos o «quase» esvanecer-se através de fugas de informação dos ministérios, dos Tribunais. Também compete à Comunicação Social não injectar overdose de informação sem qualquer filtro, rigor e, acima de tudo, sem transcrever as devidas fontes.
A novela «caso Mateus» abre os telejornais, ocupa capas de jornais e revistas, e as rádios poluem os ouvintes com excesso de coisa nenhuma. O Gil Vicente quer, recorre aos tribunais administrativos com providências cautelares, e os clubes que estão na Liga dos Campeões na Taça UEFA e a própria Selecção que se danem.
O Poder que nunca está atento, e está sempre em gozo de férias, seja na época de incêndios florestais, seja na época de cheias, demite-se de tudo.

bonsai

tenho um bonsai na boca
que envelheço prematuramente.
é uma doença
fabricada no mais estreito silêncio
com a paciência mortal e possível
dos vivos que se deixam estar
com os olhos de luz tão baça e doce
a ver passar a sede como se ela
pertencesse a outro território.
espero, não aguardo, que o fruto cresça
no ramo frágil, aparentemente forte
da árvore anã que embeleza a tristeza
acorrentada e prisioneira da estética
─ trabalho de melancolia pura
se isso fosse engenho na arte de morrer.

josé félix in agora e na hora da nossa morte

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