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quarta-feira, outubro 18, 2006

a puta da cova da moura

bebo o vinho no sabor da conversa
e os meus olhos seguem a puta
que desce do comboio na cova da moura
sempre à hora do desejo.
vestida de cor lilás à anos sessenta
a rua faz ziguezague nos sapatos de salto alto
salientando as nádegas como as maçãs de dali.
pode parecer um quadro surrealista mas não é.
as mamas de silicone parecendo uma artista de filmes
porno
em fim de circuito nem sequer lhe vale
como à mulher da bulgária no acidente de trânsito.
o vinho suave com sabor a novo
fixa-me a vista no centro da mulher
e perco-me na imaginação erótica dos dedos
dos lábios das coxas do cabelo, ah o cabelo
e lembro-me que li o kama sutra
quando tive vinte anos e agora
não me serve para nada por conhecer
mais posições do que aquelas que estão
no livro do conhecimento carnal.
a puta desaparece no crepúsculo do vinho
e o sarro mantém-se na boca
depois de um copo de sais que ondeia o estômago.
apetecia-me dizer que uma puta sempre
dá alegria em algumas ocasiões
mas desta vez nem a imaginação
conseguiu mantê-la por mais tempo.
são simples as palavras e nada valem
pelo menos não valem tanto como uma puta
que desce todos os dias do comboio na cova da moura.

josé félix

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