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terça-feira, dezembro 19, 2006

O meu veneno

Festa natalina e o Hanukah

Cada vez mais, as festas religiosas judaico-cristãs no seu aspecto formal, exterior, se vão parecendo umas com as outras.
Sem querer fazer qualquer juízo sobre factos históricos, até porque seria difícil de confirmar a afirmação, eu diria que a festa natalina que actualmentese comemora, com a profusão de luzes nas cidades de muitos paises deste palneta, é uma cópia do Festival das Luzes judaico ou o Hanukah. O Hanukah comemora a vitória dos macabeus sobre as tropas sírias, em 186 a.C de modo a que os judeus pudessem exercer os seus ritos religiosos. É também chamada de Festival das Luzes. O candelabro tem oito velas e acende-se uma vela por dia porque foram 8 os dias que durou a invasão comandada pelo rei Antiochus IV. Este ano comemora-se na mesma altura da comemoração do natal cristão.
Àparte estas considerações comemorativas continua-se a consumir com exagero precisamente em relação aos presentes que damos às crianças. Dá-se em quantidade tal que as crianças perdem o interesse no brinquedo no minuto imediatamente a seguir à oferta.
Os brinquedos devem ter uma função lúdica e despertar o interesse continuado. Se não é assim não vale a pena dar o que quer que seja. Amor e carinho são as melhores ofertas neste planeta conturbado por conflitos onde elas, as crianças, são as que mais sofrem com a perda de progenitores e outros familiares colocando-os, irremediavelmente, numa situação de exclusão social.
Desejo a todos os meus leitores Boas Festas e que o futuro lhes traga mais veneno para poder denunciar o lixo que se vê transbordar dos caixotes da política nacional e internacional e defenderem-se das sangessugas de impostos, dos bajuladores, dos petulantes, das «conversas em família» dos governantes e de toda a escumalha que abunda por aí, aqui.
Sobretudo que o futuro vos muna de armas capazes de lutar contra esse outro veneno, e pior do que o da teia da aranha que é o das democracias modernas: quero, posso, mando, esmago com o poder inepto, inócuo do povo.
Termino com um poema de Afiz ibn Amahd Kuzmãn.


do alto das almádenas


a minha casa é a tua casa

a tua mulher
é convidada da minha mulher

bebemos chá de hortelã e juntos
bendizemos deus quando o muezin
nos convida à oração.

os nossos filhos brincam em conjunto
quando lemos o mesmo livro

e nada nos diz
nem a sura nem o vizinho
para que um de nós levante a espada
e fira o olho do outro.

afiz ibn amahd kuzmãn


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